Cinzas de vulcão voltam a atrasar voos no Mercosul

As cinzas do vulcão chileno Puyehue voltaram a interromper ontem o tráfego aéreo na região de Buenos Aires, provocando, ao longo da maior parte do dia, a suspensão dos voos que partiam de aeroportos portenhos ou chegavam a eles. Além da capital argentina, o aeroporto de Montevidéu, no Uruguai, também funcionou de forma intermitente. Na capital uruguaia foram cancelados 70 voos.

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

09 Julho 2011 | 00h00

O Puyehue, que entrou em erupção em 4 de junho, ainda mantinha ontem atividade. No hall e nos corredores de Ezeiza e Aeroparque, milhares de passageiros aguardavam a reprogramação de voos. Entre os passageiros afetados pelas cinzas estavam torcedores e jornalistas que cobrem a Copa América.

O chanceler brasileiro Antônio Patriota quase não conseguiu chegar à capital argentina, por causa das cinzas. O ministro partiu de Brasília em avião da FAB, que pousou em Porto Alegre para esperar melhores condições aéreas. Quando recebeu sinal positivo de Buenos Aires, continuou a viagem. Patriota chegou a tempo de participar das celebrações dos 20 anos do acordo de cooperação nuclear entre o Brasil e a Argentina. "Foi uma grande alegria conseguir chegar aqui", ressaltou.

No Brasil. O Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o Salgado Filho, em Porto Alegre, e o Galeão, no Rio, também tiveram voos cancelados pelas cinzas - de Aerolíneas Argentinas, LAN do Chile, Pluna, TAM e Qatar na tarde de ontem, pouco antes das 18h.

A TAM confirmou dois cancelamentos para o Uruguai e a Gol afirmou que a companhia opera normalmente. A Aerolíneas Argentinas informou que cancelou ao todo 70 voos, na maioria de Buenos Aires para cidades chilenas, argentinas, uruguaias, paraguaias e brasileiras. / COLABOROU CAROLINA SPILLARI

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