Cinzas de vulcão chileno cancelam voos no RS e em SC

Aeroportos de Buenos Aires e Montevidéu ficaram fechados, atrapalhando 162 viagens internacionais

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2011 | 00h00

As cinzas do vulcão chileno Puyehue voltaram a provocar o fechamento dos aeroportos da capital argentina. "A nuvem de cinzas está pregada sobre Buenos Aires", argumentou o secretário de Transportes da Argentina, Juan Pablo Schiavi. Somente ontem, mais de 300 voos foram cancelados. Os reflexos foram sentidos nos aeroportos brasileiros - até as 19 horas, 34% das 162 viagens internacionais haviam sido canceladas no País.

A nuvem de cinza vulcânica também retomou espaço no Rio Grande do Sul, levando as empresas de transporte aéreo a suspenderem operações previstas para a noite no Aeroporto Salgado Filho. Porto Alegre teve 62,5% de cancelamentos, enquanto em São Paulo o índice foi de 34,2%.

A empresa aérea Gol informou ainda, na noite de ontem, que para preservar a segurança dos passageiros também suspenderia as operações nos Aeroportos de Florianópolis, Chapecó e Navegantes, em Santa Catarina, a partir das 4h de hoje. Segundo a Infraero, a maior parte dos voos suspensos tinha a cidade de Buenos Aires como origem ou destino.

A nuvem de cinzas provocou o cancelamento da reunião de cúpula de ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais dos países da União de Nações Sul-americanas (Unasul). O ministro argentino, Amado Boudou, pretendia receber seus colegas com um jantar no Palácio San Martín. Um dos participantes era o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega.

Além da suspensão dos voos, os portenhos e os habitantes dos municípios da Grande Buenos Aires puderam perceber que a cidade estava sendo prejudicada pelas cinzas do Puyehue quando viram que os carros estacionados nas ruas da capital do país estavam cobertos por uma fina camada cinzenta.

No Sul da Argentina, a situação tendia a perdurar. "Não está prevista a reabertura dos aeroportos até que não tenhamos as garantias de condições de segurança necessárias para operar", disse Juan Pablo Schiavi.

Retorno. Centenas de turistas e empresários brasileiros permaneciam em seus hotéis em Buenos Aires esperando um aviso das companhias sobre nova data para o retorno ao Brasil. Esse era o caso de Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Informática, que ontem à tarde não sabia como partiria hoje de Buenos Aires, onde estava para apresentar uma joint venture com uma empresa local. "Vou para Assunção, para reunir-me com minha família, que está me esperando lá", disse. Caso não pudesse decolar no voo previsto para esta manhã, estava determinado a ir de automóvel até a capital paraguaia. /COLABOROU ELDER OGLIARI

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