Cinza de vulcão volta a cancelar voos

TAM e Gol suspenderam viagens programadas ontem para Argentina e Uruguai e retomada dependerá de análises meteorológicas

MÁRCIO PINHO, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2011 | 03h02

Após um período de quase dois meses sem causar grandes transtornos ao espaço aéreo da América do Sul, o vulcão chileno Puyehue voltou a assombrar viajantes e companhias aéreas ontem, provocando cancelamentos e fazendo as companhias aéreas TAM e Gol suspenderem voos com partida ou chegada em Buenos Aires e Montevidéu.

As cinzas voltaram a aparecer de forma significativa no espaço aéreo do Argentina e do Chile. E a previsão era de que a nuvem de cinzas poderia atingir o espaço aéreo brasileiro, mais especificamente o Rio Grande do Sul, ainda na noite de ontem, o que aumentaria ainda mais os transtornos de quem viaja.

A TAM, por exemplo, cancelou dez voos programados para ontem. As conexões eram entre Buenos Aires ou Montevidéu e as cidades brasileiras de Porto Alegre, Rio e São Paulo. "Essa medida é necessária para garantir a segurança de clientes e tripulantes", informou a companhia por meio de nota.

Próximos dias. A empresa disse que continuaria analisando informações disponíveis sobre o deslocamento da nuvem de cinzas. Até as 23 horas, o cancelamento de voos desta segunda-feira ainda não estava determinado e dependeria da análise meteorológica.

A Gol também suspendeu seus voos com origem ou destino em Buenos Aires e Montevidéu. A companhia informou que já começou a contatar os clientes que tiveram a programação alterada, via telefone, SMS e e-mail. Afirmou ainda que os passageiros poderiam ajudar a acelerar o processo, telefonando para a Central de Relacionamento (veja contatos ao lado).

Já a Lan Chile preferiu cancelar seus voos de e para cidades argentinas e chilenas. A empresa informou em seu site que foram cancelados dois voos que a empresa realizaria, ligando São Paulo e o aeroporto central de Buenos Aires, o Aeroparque.

Este aeroporto foi totalmente fechado ontem, enquanto que o aeroporto internacional de Ezeiza, localizado fora de Buenos Aires, continuou operando, apesar de cancelamentos pontuais. A Aerolíneas Argentinas informou em seu site que havia suspendido voos nacionais e regionais. Em Montevidéu, houve 15 cancelamentos. Também foram afetadas as companhias aéreas Pluna e BQB.

Bariloche. Uma das cidades mais afetadas é Bariloche, localizada na Cordilheira dos Andes, na região da Patagônia. No sábado, o aeroporto fechou novamente porque ventos de 80 km/h levantaram as cinzas acumuladas na pista, de acordo com o órgão que administra a aviação na Argentina. O aeroporto já havia ficado fechado de 4 de junho, quando o vulcão entrou em erupção, a 17 de setembro.

A cidade tem uma famosa estação de esqui e sofreu grandes prejuízos. Mesmo com o uso de aeroportos próximos, a erupção impediu que muitos turistas chegassem ao local na alta temporada. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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