Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Cinemas de SP deverão ter sessão mensal adaptada a crianças autistas

Lei foi sancionada pelo prefeito Bruno Covas e entra em vigor em 90 dias; multa por descumprimento chega a R$ 10 mil

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2020 | 09h41

SÃO PAULO - O Prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), sancionou na terça-feira, 14, uma lei que obriga os cinemas paulistanos a realizarem ao menos uma sessão por mês adaptada a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O descumprimento da determinação prevê de advertência a multa - entre R$ 3 mil e R$ 10 mil - e até interdição.

A Lei 17.272/20 prevê que, durante as sessões adaptadas, as luzes estejam levemente acesas, o volume seja um pouco mais baixo do que o habitual e não seja veiculada publicidade comercial. Também deverá ser liberada a circulação dos espectadores pelo interior da sala, bem como a entrada e a saída durante a exibição do filme. Não há ingerências em relação ao valor dos ingressos.

Segundo a lei, as sessões deverão ser identificadas com o símbolo mundial do espectro autista na entrada da sala de exibição. O estabelecimento que descumprir a lei receberá, primeiramente, uma advertência e, no caso de reincidência, uma multa de R$ 3 mil. Uma segunda reincidência resultará em nova multa, de R$ 10 mil, e, se for repetida, poderá levar à interdição do estabelecimento.

Os valores das multas serão reajustados anualmente pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A lei entrará em vigor em 90 dias após a publicação no Diário Oficial, que ocorreu nesta quarta-feira, 15. 

 

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