Cinco suspeitos de matar funcionário do Colégio Sion são liberados pela polícia

Eles foram ouvidos no 77º DP, de Santa Cecília, mas não foram reconhecidos; Eduardo Paiva, de 39 anos, morreu em tentativa de assalto na tarde da segunda-feira, 3

Breno Lemos Pires, O Estado de S. Paulo

05 Junho 2013 | 07h48

SÃO PAULO - A Polícia Civil liberou cinco pessoas que foram detidas na noite dessa terça-feira, 4, como suspeitos de envolvimento na morte de um funcionário do Colégio Nossa Senhora de Sion, na Avenida Higienópolis, na tarde de segunda. Eduardo Paiva, de 39 anos, foi assaltado e morto na tarda segunda-feira, quando retornava ao colégio após sacar dinheiro em uma agência bancária próxima.

  

Os cinco homens, apreendidos pela Polícia Militar na região de Sapopemba, na zona leste, prestaram depoimento no 77º DP, em Santa Cecília, mas não foram reconhecidos por testemunhas, e a polícia considerou que não havia provas para pedir a prisão, segundo um investigador do DP.

 

Dois jovens, considerados principais suspeitos, apresentaram álibi de que estavam fora da cidade. As investigações continuarão a cargo do 77º DP e também do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (DEIC). Imagens registraram o crime e estão sendo utilizadas pela polícia.

Eduardo era auxiliar de manutenção do Sion havia oito anos. O colégio arcará com as despesas de translado do corpo da vítima de latrocínio para Vitória da Conquista, na Bahia, onde será enterrado. Além disso, a instituição de ensino estuda fazer uma homenagem a Paiva com alunos neste final de semana.

 

Manifestação

 

Nessa terça, alunos puseram flores e cartazes em uma árvore em frente ao local do crime, na região central da cidade. Os estudantes pediram paz e deixaram mensagens em solidariedade à vítima.

"Cadê a Segurança" e "Descanse em Paz" eram algumas das frases escritas pelos alunos, que voltaram às aulas ontem em clima de tristeza, segundo a assessoria da escola. Algumas professoras comentaram o caso e deram dicas de segurança. "A gente ficou triste. A professora falava que era para termos mais cuidado", afirma uma aluna de 12 anos, que como muitos na escola não teve aula no dia do crime por causa de um conselho de classe em várias turmas. Ela ficou sabendo da notícia pelas redes sociais, onde outros colegas postaram mensagens de indignação.

 

Já os alunos do Colégio Rio Branco, que tem uma saída de frente para a Avenida Angélica, ficaram muito mais apreensivos, segundo relato de pais ouvidos pela reportagem. "Minha filha me ligou dizendo que viu uma poça de sangue. É a primeira vez que ela vê algo assim tão de perto", afirmou uma mãe. A filha, de 12 anos, afirma que soube do fato pela coordenadora.

 

O arquiteto Walter Galvão, de 38 anos, foi buscar na manhã de segunda-feira sua duas filhas, de 11 e 10 anos, do Rio Branco. "Papai, parece que caiu uma árvore e você não vai conseguir entrar", avisou a mais velha, por telefone. Minutos depois, ela liga novamente: "Pai, não é árvore, não, é que mataram um moço". "Fiquei completamente nervoso e preocupado" diz Galvão. "Mudei o meu caminho, porque a Higienópolis estava interditada e cheia de polícia".

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