Cinco são presos por assassinato de usineiro em Pirassununga

O corpo do usineiro, assassinado a tiros, foi encontrado dia 18 de fevereiro deste ano, numa estrada de terra

Brás Henrique, de O Estado de S. Paulo,

05 Junho 2009 | 18h13

Pouco mais de três meses de investigações e a Polícia Civil de Pirassununga, na região de Ribeirão Preto, prendeu, nesta sexta-feira, 5, cinco pessoas suspeitas de envolvimento na morte do usineiro Flávio Daniel Baldin, de 34 anos. O corpo do usineiro, assassinado a tiros, foi encontrado na manhã de 18 de fevereiro deste ano, numa estrada de terra, perto de um canavial, entre Pirassununga e Aguaí. A viúva dele, Josilene Aparecida da Cruz Baldin, de 35 anos, teria encomendado o crime, por R$ 20 mil (em pagamentos parcelados), ao lado de seu amante, Rodrigo Vilela da Silva. Os dois foram detidos em Peruíbe. O autor do crime, que confessou a autoria, foi preso em Diadema. O casal de primos de Josilene, que teria contratado o executor, foi detido em Pirassununga.

 

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O delegado do 1º DP de Pirassununga, Maurício Miranda de Queiroz, iniciou a investigação do caso como latrocínio, pois carteira e telefone celular de Baldin foram levados. O usineiro, encontrado morto dentro de seu veículo Ecosport, chegou em casa, em 17 de fevereiro, da aula de engenharia civil (estudava em São Carlos) e saiu em seguida para a usina, como era seu costume. Não retornou. Dias depois, Queiroz foi informado de que Josilene teria um amante e as investigações avançaram. Silva já tinha trabalhado num bar dela e como porteiro do prédio onde ela mora.

 

Por meio de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, Queiroz obteve as provas necessárias para pedir as prisões temporárias, por 30 dias, de seis pessoas. Josilene e Silva foram presos por Queiroz, em Peruíbe, na manhã de ontem (05). Chegaram à delegacia de Pirassununga às 17h15. Em Diadema, outra equipe policial deteve Rafael Guimarães do Nascimento, que seria de São Bernardo do Campo. A esposa dele (nome não divulgado), que também será averiguada, não foi localizada. E em Pirassununga, Diego Barbeli e sua mulher (o nome não foi divulgado pelo delegado) também foram presos. Barbeli teria contratado Nascimento e sua mulher feito o depósito bancário ao executor. Os homens ficariam presos em Pirassununga e as duas mulheres na Cadeia de Leme.

 

Daniel Baldin, como era conhecido, era diretor-executivo da Baldin Bioenergia S.A., que produz açúcar e álcool hidratado e se prepara para produzir energia a partir do bagaço da cana a partir de 2010. A usina, de capital fechado, tem esse nome desde maio de 2008 (antes se chamava Irmãos Baldin e Cia. Ltda.), quando adotou processo de profissionalização. As três holdings (33,3% cada) eram administradas por dois primos e um irmão. Daniel era o mais velho de três irmãos e deixou uma filha de 4 anos.

 

Em 2008, a Baldin moeu 800 mil toneladas de cana e faturou R$ 54 milhões, esperando dobrar isso na atual safra. Com 550 funcionários, a empresa quer moer 1,2 milhão de toneladas de cana e produzir 18 milhões de litros de álcool hidratado e 2,5 milhões de sacas de açúcar. A cogeração de energia, em parceria com a CPFL Bioenergia, começará em 2010 (começando a gerar 25 MW excedentes para venda no mercado livre). A parceria investirá R$ 100 milhões (50% cada). Será o primeiro investimento da CPFL na cogeração, pois desde 1987 ela só compra a produção excedente das usinas.

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