Cinco são mortos a tiros na Grande São Paulo em cerca de sete horas

Quase todos os assassinatos foram praticados por suspeitos ocupando motos ou carros

Ricardo Valota, O Estado de São Paulo

31 Outubro 2012 | 08h30

SÃO PAULO - Pelo menos cinco pessoas foram assassinadas a tiros por criminosos e uma ficou ferida na capital paulista e na Grande São Paulo entre as 19h30 de terça-feira, 30, e as 2h30 desta quarta-feira, 31. Quase todos os crimes foram cometidos por suspeitos que passaram de carro ou moto e dispararam contra as vítimas.

O primeiro homicídio aconteceu às 19h30 no Jardim Arpoador, na zona oeste. O comerciante Roberto Manoel da Silva, de 37 anos, dono de um bar, foi surpreendido por ocupantes de um carro preto que passaram em frente ao estabelecimento comercial, localizado na Rua Major Walter Carlson. Baleado, Roberto ainda correu, mas acabou caindo a cerca de 30 metros do bar. 

Mesmo atendido no pronto-socorro do Jardim Sarah, no Rio Pequeno, na zona oeste, o comerciante não resistiu e morreu. Não se sabe ainda se algo foi levado do bar. Segundo a Polícia Civil, na noite de segunda-feira criminosos teriam decretado toque de recolher naquela região da cidade, porém não se sabe se a morte do comerciante está relacionada a à desobediência da determinação. O homicídio foi registrado no 75º Distrito Policial, do Jardim Arpoador.

Por volta da 1 hora, um garçom, de prenome Carlos, foi atacado por criminosos quando chegava ao condomínio onde morava, na altura do nº 431 da Rua Jacaratiá, no Jardim Umarizal, região do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Ao volante de um Chevrolet Astra vermelho, a vítima foi surpreendida, segundo a Polícia Civil, por bandidos ocupando uma moto e um carro. 

Um dos atiradores, armado com uma pistola calibre 380, teria se aproximado a pé do Astra e atirado contra Carlos. A vítima, que não tinha passagem pela polícia, morreu no local. No condomínio residem vários policiais militares. Não se sabe ainda se o garçom foi confundido pelo atirador com um deles. O caso foi registrado no 89º Distrito Policial, do Portal do Morumbi.

Outro homicídio a tiros ocorreu às 23 horas na Rua Clarissa, no Jardim Eliana, região do Grajaú, na zona sul da cidade. A Polícia Militar foi acionada por moradores que ouviram vários disparos e quando a primeira viatura da PM chegou no local, uma vítima estava caída na rua. Levado pela PM para o pronto-socorro do Jardim Somara, o rapaz não resistiu. Suspeitos numa moto seriam os autores do assassinato, registrado no 85º Distrito Policial, do Jardim Mirna.

Meia hora depois, na Rua Aperibé, no Jardim Modelo, região do Jaçanã, zona norte da capital, um homem foi morto a tiros por desconhecidos. Moradores do bairro ouviram os disparos e acionaram a Polícia Militar. A vítima já estava morta quando os policiais chegaram no local e não houve testemunhas, segundo a polícia. O caso foi registrado no 73º Distrito Policial, do Jaçanã.

Grande São Paulo. Às 22 horas, na Estrada de Santa Isabel, na Vila Japão, em Itaquaquecetuba, região leste da Grande São Paulo, um homem foi baleado por desconhecidos. Mesmo levado pela PM para o Hospital Santa Marcelina, na mesma cidade, a vítima acabou morrendo. Segundo a polícia, não houve testemunhas no caso, registrado na Delegacia Central de Itaquaquecetuba.

Todos os casos serão investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Tentativa. 
O motorista de um Corsa Sedan foi baleado às 2h30 desta quarta-feira, 31, no cruzamento entre as avenidas Jaguaré e Kenkiti Shimomoto, no Jaguaré, zona oeste da cidade. Após ser atingido na cabeça, o condutor do Corsa perdeu o controle e bateu contra um poste. 

Acionados por testemunhas do acidente, policiais militares chegaram ao local e viram que o motorista estava baleado. A vítima foi levada para o Hospital Universitário e poderia ser transferida para o Hospital das Clínicas. Dentro do carro, os policiais encontraram várias caixas de isopor contendo peixes. O caso foi registrado no 91º Distrito Policial, da Vila Leopoldina.

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