Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Cinco reservatórios caem e Cantareira é o único  a ficar estável

Pela primeira vez em 2014, Sistema Cantareira passa quatro dias sem oscilação no volume armazenado de água e opera com 6,7%

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

22 Dezembro 2014 | 09h27

SÃO PAULO - Pela primeira vez neste ano, o Sistema Cantareira se manteve estável por quatro dias consecutivos. Após chuvas de 1,2 milímetro, o reservatório continua operando com 6,7% da sua capacidade nesta segunda-feira, 22, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Todos os demais mananciais, no entanto, registraram queda.

O atual cálculo da Sabesp já leva em conta os 105 bilhões de litros, acrescentados no dia 24 de outubro. Desde então, o nível do reservatório caiu 6,9 pontos porcentuais - número superior ao atual volume acumulado de água do Cantareira.

Responsável por abastecer 6,5 milhões de pessoas, o Cantareira teve aumento de nível pela última vez há oito meses, no dia 16 de abril - com exceção dos dias em que as duas cotas do volume morto foram adicionadas. Na ocasião, o nível subiu 0,3 ponto porcentual, de 12% para 12,3% e a pluviometria do dia foi de 27,1 milímetros.

Segundo a Sabesp, a pluviometria acumulada deste mês é de 59,9 mm, o que representa 27,1% da média histórica de dezembro, de 220,9 milímetros.

Outros mananciais. Sem registrar chuvas, o Guarapiranga, que atende 4,9 milhões de pessoas, sofreu sua terceira queda consecutiva. Nesta segunda, o reservatório está com 35,2%, ante 35,4% do dia anterior.

O Sistema Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de habitantes, também perdeu 0,2 ponto porcentual, caindo de 10,3% para 10,1%. O número já leva em conta os 39,4 bilhões de litros do volume morto, acrescentados no domingo retrasado, 14.

O nível dos sistemas Alto Cotia, Rio Grande e Rio Claro também caiu. Os dois primeiros perderam 0,2 ponto porcentual, enquanto o último baixou 0,5. Nesta segunda, os reservatórios, que juntos abastecem 3,1 milhões de pessoas, operam com 29,7%, 64,2% e 25,8%, respectivamente.

Mais conteúdo sobre:
Crise da Água São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.