Cinco policiais e dois informantes são presos e acusados de tráfico e extorsão

Os sete teriam detido um estudante universitário e um traficante; além de dinheiro, eles teriam se apoderado de drogas

Marcelo Godoy,

22 Maio 2013 | 18h27

A Corregedoria da Polícia Civil prendeu cinco policiais e dois informantes sob as acusações de tráfico de drogas, associação para o tráfico e extorsão. Da quadrilha participariam homens de três departamentos diferentes da polícia: o de Polícia Judiciária da Capital (Decap), o de Administração e Planejamento (DAP) e o de Inteligência Policial (Dipol).

 

Quatro dos acusados foram presos na semana passada depois de a carcereira Clelia Aparecida Rodrigues ser presa em flagrante quando tentava, em companhia de outros dois homens, supostamente achacar a Avenida Faria Lima, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, um funcionário de um doleiro, que havia sacado cerca de R$ 40 mil.

 

Segundo o delegado Caetano de Paulo Filho, diretor da Divisão de Crimes Funcionais da Corregedoria, após a prisão da carcereira, os corregedores obtiveram informações que levaram ao seu indiciamento também no caso que levou à prisão dos demais. De acordo com ele, os acusados teriam detido no centro de São Paulo um estudante universitário de 22 anos com uma pequena quantidade de drogas. Sob a ameaça de prendê-lo por tráfico de drogas, obrigaram-no a indicar quem seria o traficante que lhe havia vendido o entorpecente.

 

 

O estudante, segundo os corregedores, levou os policiais ao traficante, que estava no Bom Retiro, na região central. Ali o criminoso foi obrigado a entregar R$ 5 mil e toda a droga que mantinha em casa. Depois de se apoderarem do dinheiro e das drogas, os policiais e os informantes teriam solto o estudante e o traficante. Este obrigou o estudante a lhe indenizar por causa do prejuízo que ele lhe havia causado ao denunciá-lo aos policiais.

 

 

Foi aí que o estudante procurou a Corregedoria e denunciou a trama. Foram indiciados no inquérito a carcereira, os investigadores Adriano da Silva Machado e Márcio Venturoso, o agente policial Sandro Barona Misutami e o auxiliar de papiloscopista (responsável por colher impressões digitais) Agusto de Moraes. Além deles, foram presos e também acusados no inquérito os informantes João Roberto Parente Junior e Cíntia Rosa Martins.

 

 

Todos eles foram ouvidos e negaram as acusações à Corregedoria. O Estado não conseguiu encontrar seus advogados. "Eles foram reconhecidos pelas vítimas e por testemunhas desse caso e são investigados em outro inquérito", afirmou o delegado.

 

 

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