Cinco pessoas são mortas no litoral norte de São Paulo

Polícia acredita que vítimas estariam ligadas ao tráfico de drogas; uma pessoa ficou gravemente ferida

Ricardo Valota e Simone Menocchi, estadao.com.br e O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2008 | 06h37

Seis pessoas foram baleadas, entre as 20h30 e 22h30 de terça-feira, em duas ocorrências distintas - uma delas uma chacina -, na cidade de Caraguatatuba, litoral norte paulista. Das seis vítimas, sendo duas delas pai e filho, apenas uma sobreviveu.  Os crimes ocorreram em locais e modos diferentes em bairros distantes a 5 km, o que leva a polícia a afirmar que não há relação entre os crimes, apesar de terem raiz no tráfico de drogas.   O primeiro caso ocorreu na entrada da antiga Rua 3, na Praia das Palmeiras. Os jovens Ricardo Jesus Souza e Renato Luiz Avilar Castilho, respectivamente de 21 e 18 anos, foram alvejados e jogados em uma vala. "Provavelmente por acerto de contas", disse o delegado Múcio Mattos Monteiro Alvarenga. Ao perceber o tiroteio, a dona de casa Maria Vicente Ribas, de 49 anos, saiu para ver o que acontecia e também foi atingida e morreu. A quarta vítima, Evanildo Queiroz Ribeiro, sofreu ferimentos e está na Santa Casa da cidade.    Duas horas depois, em uma casa da Avenida Brasil, no bairro do Ipiranga, Gilberto Germano Brás e, seu filho, Maicon Germano Brás, de 49 e 25 anos, respectivamente, foram surpreendidos por atiradores. A irmã de Maicon, em depoimento na delegacia central da cidade, disse que dormia quando ouviu os tiros. Ao sair do quarto, percebeu que a casa havia sido invadida e viu pai e irmão caídos, baleados e já mortos. Segundo o delegado seccional, os dois tinham envolvimento com tráfico e em março haviam deixado a cadeia.   Múcio Monteiro Alvarenga diz que tem pistas dos envolvidos dos homicídios da praia das Palmeiras e nesta quarta-feira, 26, já havia feito as primeiras investigações para tentar prender o criminoso. Já no caso do pai e filho, o policial informou que a investigação ainda dependia de informações de testemunhas, que preferem manter a "lei do silêncio" sobre o caso, com medo de represálias.   Os crimes desafiam a Polícia Civil, que na semana passada criou um Departamento de Homicídios específico para combater a criminalidade do município. A iniciativa foi do delegado seccional, Múcio Mattos Monteiro Alvarenga, depois da divulgação feita Secretaria de Segurança Pública do Estado, demonstrando que o número de assassinatos nos primeiros nove meses desse ano aumentou 114%, com 30 mortes. No mesmo período do ano passado foram registradas 14 ocorrências. "São focos localizados e na maioria das vezes na periferia, fora do circuito turístico", comenta.   Atualizado às 19h42 para acréscimo de informações

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