Cinco perguntas para...

Reginaldo Boni

/ DENIZE GUEDES, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2011 | 03h03

1. Ontem foi o Dia Nacional do Doador. O Brasil tem se destacado nessa área? A Lei de Doação e dos Transplantes é de 1997. Em 2010, a taxa de doadores por milhão (pmp/ano) no País já tendia a superar os dez doadores pmp/ano e São Paulo, responsável por quase metade dos transplantes no Brasil, já superava os 22 doadores pmp/ano.

2. Há um país que seja referência? Espanha, com 35 doadores pmp/ano. Mas a Santa Casa de São Paulo foi recordista mundial em 2010, com 58 doadores pmp/ano. Ações como cursos de capacitação e a realização de exames para diagnosticar a morte encefálica (única situação em que a doação é possível) tem possibilitado avanço nesse processo.

3. Qual a fila para receber órgãos hoje? Há cerca de 12 mil pacientes na fila no Estado. Em sua maioria, eles aguardam por um rim. O segundo contingente, de 2 mil pessoas, necessita de um transplante de fígado.

4. O que é preciso para ser um doador? Informar a família. Não há necessidade de registro formal em vida. Parentes até segundo grau podem decidir pela doação.

5. Muitas famílias tendem a recusar? A maior parte recusa por não compreender a morte encefálica (em que o coração ainda bate e outros órgãos funcionam). A comunicação deve ser clara e cuidadosa.

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