Cinco perguntas para...

Luiza Eluf

/ DENIZE GUEDES, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2011 | 03h03

1. Em julho, uma mulher sofreu um ataque sexual no metrô. Como agir nesses casos? Se o agressor não estiver armado, o melhor é reagir energicamente. Por vezes, o susto paralisa, mas é preciso não se deixar intimidar. Pedir socorro várias vezes e bem alto.

2. Tem aumentado o número de mulheres que denunciam delitos sexuais? Sim. A cada dia, fica mais evidente para a mulher que ela não é culpada da agressão que sofreu e que tem direito à proteção legal.

3. Qual a diferença entre o assédio na rua e aquele praticado no trabalho? O assédio sexual, quando praticado no local de trabalho, é considerado crime. Isso porque assédio na obra ou na feira livre é conduta contra a qual a mulher pode reagir sem sofrer mais consequências. No trabalho é diferente. Se ela contrariar um chefe, pode perder o emprego.

4. Muitos assassinos de mulheres dizem ter matado por amor. Por quê? Ninguém mata por amor. Em geral, o homem se ofende quando a mulher rompe o relacionamento. Sente-se diminuído em sua masculinidade e procura se vingar. Ainda mais se desconfia que ela tem outro.

5. Em sua opinião, a Justiça vê a mulher como indefesa? Pelo contrário. Às vezes, a penaliza pelo próprio crime que sofreu.

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