Cinco perguntas para

Fernanda Bandeira de Mello, presidente do Condephaat

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2011 | 00h00

1. O Condephaat está preocupado com a hipótese de a Prefeitura vender o terreno no Itaim, que está sob estudo de tombamento?

O quarteirão já está protegido, enquanto os estudos não terminarem, então não tem cabimento esse processo andar. Envolver um terceiro nessa história não vai ajudar. Se for uma medida para antecipar o passo para quando o Condephaat se manifestar, não tem problema. Mas continuar dando curso a isso poderá ser um problema.

2.Na Prefeitura há quem veja o processo de tombamento como uma interferência política.

As razões que nos levaram à abertura de tombamento são técnicas e sólidas. Temos todas as razões técnicas para nos debruçarmos sobre esse complexo que está em uso e cumprindo suas funções.

3. A principal razão da decisão foi o conceito de "escola-parque" do local?

Exatamente. Hoje a gente acha bacana ter teatro, biblioteca e escola juntos, e isso foi feito ali naquele quarteirão há muito mais tempo. E esse é um caso de sucesso, que está em plena atividade. Se os equipamentos forem entendidos como importantes em uma época, eles não sairão do local. Existe até mesmo um histórico de estudos de escolas do Condephaat, que já tombou 126 no Estado.

4. Mas caso o quarteirão não seja tombado, há a possibilidade de os equipamentos irem para o Parque do Povo?

Essa hipótese não existe. O parque é tombado pelo Condephaat e as razões do tombamento não abrigam esse tipo de equipamento. É algo impensável.

5. Já existe algum prazo para o término dos estudos sobre o tombamento do quarteirão?

O tempo é difícil de determinar. Recebemos um pedido bem documentado, feito pela sociedade. Agora, vamos ter pelo menos duas abordagens - histórica e arquitetônica. Talvez possamos ter alguma expectativa quanto à conclusão dos trabalhos no segundo semestre.

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