Cinco perguntas para...

Marcio Mazza

Rodrigo Brancatelli, O Estado de S.Paulo

18 Maio 2011 | 00h00

ARQUITETO E DIRETOR DO SITE ARQ!BACANA, QUE ORGANIZA TOURS POR SP

1. Quantos tours o Arq!Bacana já realizou?

Até hoje, cerca de 50, com umas 5 mil pessoas. Fizemos passeios por vilas operárias, centro, Rio Tietê. Há também alguns arquitetônicos, como pela Biblioteca Mário de Andrade e pelo antigo (presídio do) Carandiru. A ideia é despertar a paixão pela cidade.

2. E como eles começaram?

Sempre fui xereta, adoro sair. Eu organizava passeios com amigos para comer pizza em bairros mais longe, fora do circuito.

3. Qual o perfil de quem faz o tour?

Nos passeios arquitetônicos, há mais arquitetos, mas também psicólogos, fotógrafos. Nos demais, há donas de casa, aposentados... No tour pelo Tietê, já teve gente que nadou no rio, na década de 1920.

4. A relação das pessoas com a cidade muda após o tour?

As pessoas saem impregnadas, muda a relação com o espaço urbano. É o que eu chamo de gentileza urbana. Elas passam a ter mais respeito pela cidade.

5.Por que São Paulo discute tão pouco seu urbanismo?

Para mim, é uma questão cultural, de educação. Em Buenos Aires, por exemplo, os jornais têm suplementos do assunto. Temos de bater nessa tecla. Aí, os moradores vão se preocupar mais com sua rua, seu bairro, sua cidade.

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