Cinco perguntas para...

Soraya Hissa de Carvalho, MÉDICA, PSICANALISTA E NEUROCIENTISTA

Flávia Tavares, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2011 | 00h00

1. A novela da Globo Insensato Coração está tratando do vício em jogo. Como saber quando ele passa de uma atividade recreativa para um vício?

A diferença é jogar por prazer, saber quando parar, ou ficar escravo. O jogo patológico faz parte dos Transtornos Obsessivo-Compulsivos (TOC), doença vinculada aos distúrbios de ansiedade.

2. Quais as perdas associadas a esse vício?

Há perdas financeiras, do jogador e de sua família; perdas físicas, já que o jogador usa energéticos ou drogas para se manter acordado e acaba até desidratado; e perdas afetivas, mais sérias. Acontecem separações, filhos abandonam seus pais e o jogador fica com a autoestima abalada.

3. Algum jogo é mais perigoso que outro?

Todos os jogos podem ser inofensivos ou perigosos, depende de quem joga. Se eu tiver uma tendência hereditária ao TOC, vou me descontrolar mais facilmente.

4. Homens e mulheres são afetados da mesma forma?

Não. Os homens são um pouco mais suscetíveis ao vício em jogo. A estimativa é de que de cada dez jogadores, seis sejam homens.

5.Como tratar?

Por meio de associação de medicamentos e terapias, tanto para o jogador quanto para a família. O importante é mudar o foco do prazer do viciado.

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