Cinco perguntas para...

Cinco perguntas para...

, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2010 | 00h00

Aldemir Martins de Freita

PRESIDENTE DO SINDICATO DOS TRABALHADORES MOTOCICLISTAS DE SP

1. Qual a importância do motoboy para São Paulo? No contexto atual, sem o motociclista não se movimentaria tanto capital na cidade. A gente é dependente de um serviço ágil. A internet não consegue entregar produtos. Somos o reflexo de uma sociedade contemporânea. O motoboy é o símbolo de São Paulo.

2. Por que eles são considerados os vilões do trânsito? Porque a profissão entrou de supetão na vida das pessoas. A cidade não se preparou para isso nem o condutor. Criou-se uma imagem que está mudando, de que éramos imprudentes. Hoje estamos mais preparados. Antes, éramos "motoboys"; agora, somos "motomen" (risos). Crescemos.

3. Por que tanta pressa? No passado, os motoristas tinham dois ou três serviços e levavam duas ou três entregas ao mesmo tempo. Agora, com a convenção do trabalho, piso de R$ 850, seguro de vida, 7h de trabalho diário, a tendência é mudar isso.

4. Os motoboys são famosos pela união entre eles. Se você derruba um, tem de se ver com vários. Como funciona isso? Chamamos isso de solidariedade.

5.Que dicas você daria para evitar acidentes? São sempre seres humanos que estão discutindo. Quem sai perdendo é o motoboy. O para-choque do motociclista é a própria perna.

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