Cinco perguntas para...

Cinco perguntas para...

Ana Bizzotto, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2010 | 00h00

Ana Lúcia Duarte Lanna

Coordenadora do projeto "São Paulo - Os estrangeiros e a construção das cidades", na USP

1. O que se discutiu no seminário na USP?

O objetivo do projeto, que reúne docentes da USP, é entender a relação entre presenças estrangeiras e construção da cidade. Por isso, reunimos pesquisadores de Estados Unidos, América Latina e Brasil.

2. Qual é o papel do estrangeiro na formação da cidade?

Suas práticas, repertório e conhecimento contribuem para transformar a cidade, mas eles também são transformados por ela.

3. A população de bairros de imigrantes mudou. Como avalia esse fato?

A quantidade de pessoas de certa origem não é suficiente para caracterizar um lugar. O que faz um bairro ser associado a um grupo é como ele consegue deixar a marca no local, seja pelas práticas econômicas ou pela cultura.

4. Os estrangeiros são discriminados em São Paulo?

Apesar de terem experiências econômicas, culturais e sociais próprias, isso nunca se traduziu em guetos, como em Nova York. Mas eles não se misturam a ponto de não reconhecermos seus lugares e práticas. Não há xenofobismo nem exaltação à sua presença.

5. Que grupos mais emigram para cá hoje?

Bolivianos e paraguaios. Muitos vêm pela fragilidade econômica de seus países.

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