Cinco perguntas para...

Ronaldo Camargo, Secretário Municipal de Coordenação das Subprefeituras

, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2010 | 00h00

1. Por que houve a centralização dos recursos destinados às subprefeituras?

O principal resultado que podemos dar é a melhoria de gestão. Exemplo é o recapeamento: 1.200 km em cinco anos. Imagine partilhar um programa desses em 31 subprefeituras e manter a eficiência.

2.O raciocínio vale para a saúde e educação?

O subprefeito é o representante do Poder Executivo em determinada jurisdição, mas não vai construir um hospital ou um CEU. Isso não é expertise, não é eficiência, não é gestão administrativa moderna.

3. Qual é o papel das subprefeituras, então?

Todos os subprefeitos ajudam no planejamento sugerindo orçamentos para a secretaria. A proposta orçamentária da unidade é construída com a visão do subprefeito e de todos os funcionários de cada subprefeitura.

4. Descentralizar não é importante?

Queremos descentralizar com eficiência. É errado falar que o subprefeito com R$ 50 milhões para administrar não tem responsabilidade. Pouquíssimos prefeitos têm esse dinheiro e poucos podem "prefeitar" sem ser eleito.

5. O alto número de substituições de subprefeituras não demonstra que há mais motivos políticos do que administrativos?

Em hipótese alguma. Isso é uma rotina para estabelecer uma melhor eficiência, melhorar a gestão. O objetivo é seguir um programa de governo.

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