Cinco perguntas para

Arquiteto, autor do livro Artacho Jurado: Arquitetura Proibida

Ruy Debs, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2010 | 00h00

1. No dia 17, você será guia de um tour pelos prédios de Artacho Jurado em SP. Como vai ser o passeio?

Passaremos pelas construções dele no centro, que são os Edifícios Louvre (Avenida São João), Viaduto e Planalto (Viaduto Maria Paula). Depois, em Higienópolis, vamos para a Rua Sabará e Avenidas Angélica e Higienópolis, incluindo o Edifício Bretanha.

2. O Bretanha é a obra mais famosa?

Trata-se do cartão de visitas dele e, durante muito tempo, foi ponto turístico obrigatório na cidade. Não tinha grades e Jurado recusou-se a desenhar uma. Era aberto ao público até a meados dos anos 80. Foi o primeiro prédio com piscina na capital.

3. Por que Jurado era visto como maldito? Ele fazia da própria cabeça o que achava interessante. Para os modernistas, era o anticristo da arquitetura.

4. Quando Higienópolis virou um bairro de prédios?

No fim dos anos 30, a urbanização tomou conta daquela área e as mansões entraram em decadência. Daí veio Jurado e trouxe para os edifícios o mesmo conforto que se tinha nas casas.

5. É fácil visitar esses edifícios que são marcos arquitetônicos de São Paulo?

Não. Alguns síndicos não permitem, o que é normal. Os moradores não devem gostar dessa "invasão" de curiosos.

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