Cinco perguntas para

Hugo Tisaka. Diretor da National Security Academy (NSA) Brasil e especialista em segurança privada

, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2010 | 00h00

1. Você fez parte da equipe de segurança da Fifa no mundial Sub-20 da Nigéria, em 2009. Como é cuidar das delegações em uma Copa? São várias preocupações, desde o cuidado com a comida e a água do lugar até a possibilidade de ataques terroristas. Na Nigéria, trabalhamos em conjunto com a polícia e o serviço secreto do país.

2.Como a Fifa e o poder público dividem responsabilidades nesses eventos? A Fifa cuida do que ela chama de "safety" (proteção): locomoção interna, acessibilidade, rotas de fuga, perigo de incêndio. Ao governo cabe resguardar o conceito de "security" (segurança) e prevenir tumultos, brigas, assaltos e atentados.

3. Em termos de segurança nacional, o Brasil está preparado para a Copa?

Ainda não sabemos lidar com terrorismo, pois não é da nossa cultura. Também falta integração entre as polícias.

4. O que fazer para lidar com as multidões?

O ponto mais importante é a inteligência, conseguir prever e mitigar os problemas antes que aconteçam.

5. A falta de infraestrutura também afeta a segurança?

Sim. Vamos receber um volume absurdo de pessoas e a reforma dos estádios e dos aeroportos estão atrasadas. A Fifa ameaçou tirar o Sub-20 da Nigéria e o mesmo pode acontecer com o Brasil.

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