Cinco perguntas para...

Renata Cruz. Chef e proprietária do restaurante Amici, é adepta e difusora da culinária 'comfort food'

Ana Bizzotto, ana.bizzotto@grupoestado.com.br, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2010 | 00h00

1. Como você define o conceito "comfort food"?

É basicamente a comida que dá conforto, segurança, lembra a comida da avó e dá uma sensação aconchegante. O intuito é resgatar memórias marcantes, que na maioria das vezes correspondem a momentos da nossa infância. O conceito tem a ver com os ingredientes e o modo de preparo. A ideia é não usar nada pronto, industrializado. Só alimentos naturais, preparados na hora.

2. Qual a importância de refletir sobre esse conceito hoje?

Por causa do ritmo de vida enlouquecido, acabamos perdendo esse conforto. Hoje, pouquíssimas pessoas conseguem almoçar em casa com a família. Até a merenda das crianças é industrializada.

3. Como fazer para adaptar a comfort food à rotina corrida? Sugiro que se tente estabelecer pelo menos um dia para comer com a família, fazer um cardápio que agrade a todos, com receitas da avó ou da mãe que sempre proporcionam momentos especiais.

4. Quais são os benefícios para a saúde?

Uma pesquisa nos EUA mostrou que a comfort food combate estresse e é indicada a quem está em tratamento psicológico.

5. Quais comidas te trazem conforto e fazem lembrar a infância?

A sopa de capeletti da minha avó (incrível!), pudim de pão da outra vó, comidas com batata e comidinhas de aniversário.

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