Cinco medidas que podem aliviar a falta de água no Cantareira

Cinco medidas que podem aliviar a falta de água no Cantareira

Com a maior seca em mais de 80 anos, o governo de São Paulo pode ser obrigado a lançar mão de várias alternativas para solucionar a crise hídrica

Alexandre Bazzan, O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2014 | 09h52

O baixo nível de um dos principais sistemas de abastecimento de água do Estado de São Paulo tem batido recordes de forma recorrente. O volume morto, que inicialmente era visto como solução, já está em uso e a chegada das chuvas não serviu para amenizar as reservas paulistas. O governador Geraldo Alckmin já fala em outras possibilidades como o tratamento de água do esgoto para evitar possível racionamento. Veja cinco opções que podem amenizar o problema.

1. Uso de água do mar - Francisco Lahóz, secretário executivo do Consórcio PCJ (Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) sugeriu a dessalinização e bombeamento de água do mar do litoral para a capital. Ele explica que essa tecnologia já é usada em outros lugares, inclusive áreas costeiras do nordeste brasileiro. 

2. Tratamento de esgoto é feito em outros países e já está em processo de implantação em São Paulo. A estação que vai produzir água de reuso deve estar pronta somente no fim de 2015 e gastará o dobro do preço do método convencional de captação.   


3. Aquífero Guarani tem água de excelente qualidade e servirá para desafogar o Sistema Cantareira. Entretanto, a solução servirá apenas para cidades abastecidas no interior do Estado, na região de Piracicaba. 

4. Transposição da água da Bacia do Rio Paraíba do Sul para as represas do Sistema Cantareira está próxima de sair. O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) Vicente Andreu disse que o projeto é tecnicamente viável. Falta apenas a avaliação do governo federal e o aval dos governos de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O governador do Rio Luiz Fernando Pezão disse que vai acatar a decisão do Planalto. 


5. Poços artesianos – O prefeito Fernando Haddad pretende lançar licitações para perfurar poços em caso de uma possível falta d’água. A medida, porém, é vista como emergência e visa solucionar apenas racionamento dentro da cidade de São Paulo. 


 

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