Cinco dias ilhado em hotel

DEPOIMENTO

, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2011 | 00h00

Júlio Castro,

Jornalista

TAIÓ (SC)

Passei infindáveis cinco dias de clausura em um hotel no centro de uma das cidades catarinenses mais atingidas pela enchente. Na condição de correspondente do Estado e integrante da equipe da Fundação Catarinense de Esportes, compartilhei o medo provocado por uma catástrofe.

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Eu e 12 responsáveis pela Olimpíada Estudantil Catarinense - que seria realizada entre os dias 9 e 13 e cancelada por causa das chuvas - chegamos ao Hotel Taió na quinta, sob forte temporal. Com as estradas fechadas, tivemos de ficar no hotel, com água já no hall. Na sexta-feira, o térreo do prédio de 4 andares tinha 2 metros de água. Um vizinho disse que a cada hora o nível subia 10 centímetros. A 3 km do hotel, uma represa ameaçava transbordar. Não havia internet, telefone nem celular.

Três integrantes da Fundação de Esportes arriscaram-se em uma canoa e saíram do hotel em busca de comida e bebida. A empreitada foi bem-sucedida e o trio voltou até com uma rosca de sobremesa, saboreada por todos após o feijão à mineira preparado por um dos hóspedes.

O domingo amanheceu ensolarado e tão rápido quanto subiu, a água desceu. A saída da cidade só foi possível ontem de manhã.

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