Cinco dias após chuva, São Paulo registra pane em 200 semáforos

Vias importantes como a Avenida do Estado foram afetadas pelos sinais desligados ou[br]com amarelo piscante

Marcela Spinosa, O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2011 | 00h00

Cinco dias depois da chuva que causou problemas em 600 semáforos de São Paulo, 200 amanheceram com defeito ontem: desligados, com o amarelo piscante ou desregulados. A pane afetou faróis de vias importantes, como as Avenidas do Estado e Marquês de São Vicente. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que 97% foram consertados até as 17h.

Na Avenida do Estado, o semáforo apagado sob o Viaduto Governador Roberto de Abreu Sodré, no sentido Santana, causou três quilômetros de lentidão às 14h. O motorista Flávio França, de 30 anos, demorou uma hora e meia para percorrer um trecho de dois quilômetros que costuma fazer em meia hora. "Pensei que tivesse acontecido algum acidente, mas agora percebi o quanto um farol desligado pode prejudicar o trânsito."

Segundo a CET, a cidade tem 6.072 cruzamentos semaforizados e 600 deles começaram a ter problemas com a chuva de sexta-feira. O professor de engenharia de trânsito José Bento Ferreira, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), disse que água e raios são as principais causas de danos em semáforos. "A água pode dar um curto-circuito e os raios, queimá-los." Ele afirmou ainda que os faróis devem ter um sistema de proteção que minimiza panes. "Nossa infraestrutura, porém, tem uma inacreditável vulnerabilidade a elementos naturais."

Organização. Na esquina das Ruas Martim Francisco e Baronesa de Itu, na região central, era o aposentado José da Costa, de 67 anos, quem orientava o trânsito. O semáforo travou na cor vermelha e motoristas ficaram até cinco minutos esperando o farol abrir. "Ninguém pode adivinhar que o farol está quebrado. Foi o fim de semana todo assim."

No Largo da Concórdia, também no centro, cinco fiscais da CET precisavam organizar o trânsito por causa de sete semáforos desligados.

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