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Cinco curiosidades sobre o Itaim Bibi

A Rua Amauri, com vários restaurantes de alta gastronomia, é ponto de encontro preferido de boa parcela do PIB paulistano

O Estado de S. Paulo

18 Dezembro 2014 | 12h52

1. “Bibi” foi incorporado ao nome para diferenciar bairro do Itaim Paulista – “Seu Bibi” era o apelido de Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, o filho do antigo proprietário da chácara, hoje Casa Bandeirista, que se fixou na região no início do século 20. Para diferenciar o local do já existente bairro do Itaim Paulista, zona leste da capital, os moradores se referiam à região como os “terrenos do Bibi” ou Itaim Bibi. 

2. Rua de restaurantes recebe boa parcela do PIB paulistano – a Rua Amauri, com pouco mais de 150 metros de extensão e vários restaurantes de alta gastronomia, costuma ser o ponto de encontro preferido de boa parcela do PIB paulistano. Embora pequena, a via tem até associação para representar seus interesses. Ali ninguém acha estranho esbarrar por acaso em políticos, banqueiros e empresários. Entre os lugares mais badalados está o Parigi, do Grupo Fasano. 

3. Restaurada, antiga chácara bandeirista é incorporada a novo empreendimento – sob um vão de 30 metros de altura e 45 metros de largura, fica a Casa Bandeirista – que era parte da antiga Chácara Itahy –, uma construção do século 18 no quarteirão da Avenida Faria Lima. Tombada pelo patrimônio histórico, a edificação faz parte do terreno onde foi construído um prédio de 19 andares.

4. Um pântano em que ninguém queria morar – Muitos fatores prejudicavam o desenvolvimento e a valorização do Itaim Bibi no início do século 20: distância do centro, difícil acesso e vias que alagavam devido à proximidade com o Rio Pinheiros. Com os baixos preços foram atraídos para a região imigrantes italianos, espanhóis e portugueses, que deram uma cara popular ao bairro. Foi só na década de 70, com a canalização dos córregos e a abertura de grandes avenidas, como a Juscelino Kubitschek e a Faria Lima, que a região foi mudando de perfil e se transformou no que é hoje. 

5. O “quarteirão de cultura do Itaim” – uma mobilização de moradores do Itaim Bibi conseguiu impedir, em 2012, o fim de um dos principais espaços de diversidade do bairro. Trata-se de uma área, entre as ruas Cojuba, Lopes Neto e Salvador, que abriga oito serviços públicos – duas escolas, uma creche, um teatro, uma Apae, uma UBS, um centro de atendimento psicossocial e a biblioteca infantil Anne Frank, a primeira a ser construída fora do centro. Gliberto Kassab, em sua gestão, cogitou vender essa área de 20 mil metros quadrados, avaliada em mais de R$ 20 milhões. Mas, com a pressão dos moradores, a Prefeitura suspendeu o projeto.  

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