WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Cinco curiosidades sobre o Butantã

O que o Jockey Club, um tal de Serunterápico e a Eusébio Matoso têm em comum?

O Estado de S. Paulo

16 Novembro 2015 | 15h35

A resposta da pergunta acima é o Butantã. Ainda que a maior extensão do clube hípico fique na Cidade Jardim, junto com o Instituto Butantan (que em sua origem tinha o quase impronunciável nome de Serunterápico) e a USP ele ajudou a tornar o bairro o que é hoje e pautou a vida de seus mais antigos moradores. A Eusébio Matoso, por sua vez, ponte e avenida, sempre foi a ligação mais importante com o outro lado do rio.

      1.Afinal o Jockey Club ficou não no Butantã?

A rigor, não, mas no vizinho Cidade Jardim, que pertence ao distrito do Morumbi. Ainda assim é impossível conceber a trajetória de muitos moradores do Butantã ignorando o clube hípico. Transferido da Mooca para a zona oeste em meados dos anos 30, ele atraiu muitos moradores para o bairro e ajudou a puxar a fila do desenvolvimento. Em algum momento nos próximos anos, aliás, o Butantã vai ganhar um parque municipal instalado justamente na Chácara do Jockey, terreno que pertenceu ao Jockey Club e, no mapa, está cravado no mesmo bairro do Instituto Butantan e da USP. O Parque Jockey está prometido para 2016.

      2.Instituto Butantã (Butantan)

Criado em 1898 pelo médico e sanitarista Vital Brazil e inaugurado oficialmente em 1901, tinha como objetivo produzir o soro para combater a chegada do surto da peste bubônica na capital. O local escolhido foi a Fazenda Butantã, às margens do Rio Pinheiros. Ele já se chamou Instituto Serunterápico do Estado de São Paulo, mas mudou de nome em 1925. O local sofreu um incêndio em 2010 que destruiu parte de sua coleção de répteis e aracnídeos. Hoje, além de centro de pesquisa e de um dos maiores produtores de vacinas e soros do mundo, o Instituto Butantan é um importante ponto turístico de São Paulo por causa do serpentário.

3.Ponte Eusébio Matoso

Sempre foi a mais importante ligação do bairro com o “outro lado do rio”. Foi construída em 1936 no lugar de uma ponte metálica instalada em 1865 (a primeira da cidade). Ela ligava a rua Butantã à rua Lemos Monteiro. Ergueu-se então nos anos 30 a primeira versão da ponte Eusébio Matoso que conhecemos hoje. Era feita de concreto, ainda com pista simples, como extensão da avenida. Foi inaugurada pela primeira vez em 1940. A estrutura atual data de 1991.

4.Taipa de pilão

Técnica construtiva de origem árabe, a taipa de pilão consiste em erguer muros e paredes preenchendo de barro (terra úmida) o espaço entre as pranchas de madeira.

Ela caracterizava as construções paulistas desde o século XVI e até a primeira metade do XIX. Dois endereços dessa São Paulo mais antiga ficam na região do Butantã e são de responsabilidade do Museu da Cidade. Um deles é a Casa Sertanista, construção do século XVII e que entre restaurações várias abrigou diversas instituições culturais. O outro lugar é a Casa do Bandeirante, na Praça Monteiro Lobato, que data do século XVIII.

5. O bairro que tem mais museus

Atualmente, o Butantã é o bairro que concentra a maior quantidade de museus da cidade de São Paulo. Além do museu/serpentário do Instituto, boa parte das instituições aberta ao público é ligada à USP, a exemplo do oceanográfico – ao todo, são dezessete. Conheça todos os museus da universidade neste link.

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