Alexandre Diniz/Divulgação
Alexandre Diniz/Divulgação

Cinco curiosidades sobre o bairro de Moema

Bairro tinha o nome do vizinho Indianópolis e a mudança só foi oficializada em 1987 por Jânio Quadros após abaixo-assinado

O Estado de S. Paulo

18 Dezembro 2014 | 12h30

1. Ruas têm nomes de pássaros e nomes indígenas – quem chega à Moema não tem dúvidas de que acertou o endereço. Basta olhar as placas. As ruas entre as avenidas Santo Amaro e Ibirapuera têm nomes de pássaros (Canário, Rouxinol, Bem-te-vi etc.). Já do outro lado da Ibirapuera e no bairro vizinho de Indianópolis os nomes são indígenas (Miruna, Iraí e Jurema, etc.).

2. Nome faz referência à personagem de poema clássico – Moema é uma referência à personagem homônima do poema Caramuru, de Santa Rita Durão. Ela protagoniza um drama de amor e rejeição e se lança ao mar para alcançar o navio do homem que amava, representado por Diogo Álvares, que levou no lugar da amante a mulher Paraguaçu. Mas a palavra “moema” vem do tupi-guarani e significa literalmente “mentira” e “falsidade”.

3. Jânio Quadros oficializou o nome do bairro em 1987 – antes, oficialmente, Moema tinha o nome do bairro vizinho Indianópolis. Foi só em 1987, após um abaixo-assinado dos moradores, que o então prefeito Jânio Quadros concordou em assinar o decreto que determinava a mudança. 


4. O lado B de Moema – bairro concentra o maior número de comércio e casas noturnas ligados ao universo erótico. Ali estão as mais conhecidas casas de swing da capital, como Marrakesh Club e Nefertitti, bem como lojas de sex shop voltadas para o público AAA. Alguns moradores do bairro reclamam do barulho e torcem o nariz para as baladas liberais do bairro. Um dos caos mais polêmicos é o da casa noturna Bahamas Club, que ficou fechada por seis anos após denúncia do Ministério Público de que ali havia prostituição de luxo. Mas Oscar Maroni ganhou na Justiça em 2013 o direito de reabrir o local.  

5. Uma rua inspirada no Natal europeu no meio de Moema – durante o período natalino, a Rua Normandia, que tem arquitetura de estilo europeu, ganha apresentação de corais, decoração e iluminação especiais e até neve artificial para encantar crianças e adultos, turistas e paulistanos. O evento atrai anualmente cerca de 300 mil visitantes.

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