Cidades do Estado têm até abril para resolver problema de aterro

Cidades do Estado têm até abril para resolver problema de aterro

Dracena, Oriente, Peruíbe e Espírito Santo do Pinhal estão mal colocadas em ranking do lixo feito pelo governo estadual

, O Estadao de S.Paulo

26 Março 2010 | 00h00

Lentidão de administrações municipais para solucionar problemas em seus aterros sanitários acarreta despesas com transporte do lixo para outras cidades e aluguel de aterros privados. Sete municípios paulistas têm aterros considerados inadequados pela legislação ambiental. Quatro deles - Dracena, Espírito Santo do Pinhal, Oriente e Peruíbe - têm até o final de abril para solucionar o problema ou os aterros serão interditados.

Vargem Grande do Sul e Presidente Prudente obtiveram liminares para manter os lixões abertos. Jaú teve o depósito fechado na terça-feira, depois que a Cetesb conseguiu cassar a liminar que permitia a operação.

O ranking está no Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares 2009, que será divulgado hoje pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. O Índice de Qualidade de Resíduos (IQR) dá notas de 0 a 10 aos aterros, que classificam os equipamentos públicos como inadequados, controlados e adequados. A lista do ano passado mostra que, dos 645 municípios paulistas, 425 (65,9%) eram classificados dentro dos padrões ambientais; 213 (33%) eram controlados e ainda precisam melhorar e 7 (1,1%) estão na lista negra, totalmente impróprios e deverão ser fechados em 45 dias caso não sejam tomadas providências. Nos últimos dois anos, a Secretaria do Meio Ambiente interditou aterros de 18 cidades. A pequena Angatuba é, pelo quarto ano seguido, detentora da maior nota.

Feito há 13 anos, o inventário mostra agora uma grande melhora da situação de todos os aterros. Em 1997, os adequados eram 27 e os impróprios, 502 (77,8%). "Não mudamos os critérios de avaliação. Agora a cobrança é maior e as prefeituras correm pelos resultados", explica Aruntho Savastano Neto, gerente do projeto Lixo Mínimo da Cetesb e organizador do relatório.

Em Oriente, na região de Ribeirão Preto, que tem nota 5,6, inadequada, os detritos são dispostos em valas que precisam ser cobertas diariamente. Esse tipo de disposição é aceita pela Cetesb, mas precisa ter revestimento para evitar o vazamento do chorume, líquido produzido pelo lixo.

"Só temos um trator para fazer todo o serviço no aterro e no resto da cidade", alegou Vagner Ricardo Horio, diretor jurídico da prefeitura de Oriente. Ele disse que a situação do aterro está sendo regularizada.

Peruíbe gasta R$ 400 mil por mês para levar as 200 mil toneladas mensais de lixo para Mauá. "Nosso aterro entrará em perigo em duas semanas se não for liberada licença para ampliação", disse Anselmo Bahia Capanema, assessor técnico da prefeitura.

Apesar de a prefeitura de Jaú ter dito que mandaria os detritos para Guatapará, ontem a administração municipal despejou lixo no aterro interditado. /EDUARDO REINA

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