Cidades de SP proíbem lavar túmulos por causa da seca

Hábito comum às vésperas do Dia de Finados, para receber os visitantes, agora é punido com multa de até R$ 1.600

Rene Moreira, Especial para O Estado

31 de outubro de 2014 | 19h27

Franca - Várias cidades paulistas proibiram lavar túmulos em razão da estiagem recorde enfrentada pelo estado. Hábito comum às vésperas do Dia de Finados, lembrado neste domingo, 2, a medida que costuma ser tomada pelos parentes dos mortos agora pode render multa de até R$ 1.600, como é para os moradores de Iracemápolis (SP).

Na cidade as denúncias são checadas pelo Pelotão Ambiental que também faz orientações sobre o uso racional da água. A medida está em vigor há dois meses. Já em Limeira (SP) a medida começou a valer há menos de dez dias e quem for flagrado lavando túmulos terá de desembolsar R$ 200.

Uma placa informando sobre a proibição já foi colocada no Cemitério da Saudade e alerta os visitantes do local, que neste domingo deve receber 15 mil pessoas. No cálculo da prefeitura, se cada túmulo consumir um balde de água de 20 litros para ser lavado, o gasto seria de 260 mil litros -oque corresponde à economia com a proibição.

Em Divinolândia (SP) a medida entrou em vigor também agora, perto do Finados. De acordo com a prefeitura, "a medida foi adotada já que lavar túmulos é uma forma de desperdiçar água". A proibição no Cemitério Municipal permanecerá até que chova o suficiente para a recuperação do volume dos mananciais.

“É uma medida preventiva. Não podemos esperar o problema aparecer para só depois tomar alguma providência", disse a diretora do Departamento de Urbanismo e Meio Ambiente, Gisele Felício. O valor da multa não foi informado.

Em Potirendaba (SP) a prefeitura não proibiu lavar as sepulturas, mas vetou o uso de mangueira de água. Agora é liberado usar somente balde na limpeza dos 7 mil túmulos do cemitério local.

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