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Lucas Melo/Estadão
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Cidades da Baixada Santista registram movimento menor, mas nem todos respeitam lockdown

A decisão foi tomada na última sexta-feira, 19, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb)

Lucas Melo, especial para o Estadão

23 de março de 2021 | 17h57

GUARUJÁ - O primeiro dia de lockdown na Baixada Santista foi de praias desertas e boa parte das lojas fechadas. O comércio de serviços essenciais, como supermercados, no entanto, registrou movimento alto. As medidas mais restritivas anunciadas por Santos, Guarujá, Bertioga, Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Peruíbe, Itanhaém e Mongaguá para conter a alta de casos de covid-19 valem desta terça-feira, 23, até o dia 4 de abril.

A decisão do lockdown foi tomada na última sexta-feira, 19, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb). No encontro, ficou definido que cada cidade criaria seu decreto conforme suas próprias necessidades. Guarujá e Praia Grande, por exemplo, decidiram não interromper o transporte público municipal. Já o município de Santos permitiu a circulação dos ônibus em dois períodos: das 5h às 8h30 e das 15h30 às 19h30.

Em Santos, o transporte público por ônibus e a travessia de barcas registrou menor movimentação em relação a um dia nas fases vermelha ou emergencial. Porém, em alguns casos, foram registrados veículos com muitos passageiros, alguns inclusive a pé. Nos ônibus de transporte público intermunicipal foram registradas cenas de aglomeração logo no começo da manhã. O transporte coletivo que interliga as cidades segue em horário normal, já que são de responsabilidade do governo estadual.

“Vim para pagar uma conta, pois onde moro não há locais que recebem pagamento. Se não tivesse funcionando o transporte público, eu nem viria”, disse a moradora do bairro Caruara, em Santos, Patrícia Araújo, de 39 anos.

No distrito de Vicente de Carvalho, que tem um dos principais comércio à céu aberto da região, pouca movimentação. Porém, nas avenidas principais que interligam os bairros da cidade, o movimento de carros e bicicletas era alto para um dia de lockdown. A ciclovia da Ponta da Praia, em Santos, também foi disputada por muitos ciclistas que não usavam máscara. No calçadão, interditado desde o último fim de semana, esportistas desrespeitaram o limite e praticaram caminhada. Além disso, pessoas praticaram atividade física individual ao ar livre após às 8h, horário limite permitido.

O comércio de serviços essenciais registrou baixo movimento em relação aos dias anteriores. “Estamos sentindo que o movimento está menor dentro da loja. Sempre tivemos o delivery e a demanda lá aumentou muito, mas dentro da loja não vemos a quantidade de clientes que tivemos nas demais semanas, mesmo estando na fase vermelha e emergencial. O delivery está com um movimento absurdo, a ponto de termos que aumentar o número de carros de entrega para atendermos dentro do horário programado”, afirma a proprietária de um hortifruti em Guarujá, Bruna Andrade, 25 anos.

Os postos de combustíveis, liberados para funcionar normalmente, embora não possam permitir acesso à loja de conveniência, também tiveram baixo movimento. “Caiu bastante, principalmente agora cedo que o pessoal está começando a se movimentar para ir ao trabalho. Dá para perceber que o fluxo de veículos está menor, principalmente os ônibus, que não estão tão cheios”, diz o frentista Carlos Sérgio, 52 anos. Segundo ele, “a loja de conveniência fechada afasta os clientes, pois muitos querem deixar o carro para abastecer, olhar a água, o óleo e enquanto isso vão tomar um café”.

Durante o lockdown, estão proibidos de funcionar em toda Baixada Santista as feiras livres, serviços de drive-thru, quiosques, construção civil (apenas obras emergenciais) e locação de imóveis de temporada. Das 6h às 20h é permitido o funcionamento de atacado varejista e hortifruti, correios, cartórios extrajudiciais, comércio de insumos hospitalares, prestadores de serviços relacionados a atividades essenciais.

Já os hipermercados, supermercados, padarias, açougues, quitandas e peixarias só podem funcionar de segunda a sexta-feira, das 6h às 20h, com 30% da capacidade, e só podem vender produtos essenciais. Aos finais de semana, funcionam apenas por delivery.

As atividades permitidas todos os dias são hotéis e pensões (apenas clientes a trabalho), transporte de mercadorias, delivery de medicamentos, segurança privada e de portaria, atividades portuárias e atividades industriais importantes ao abastecimento de serviços essenciais.Os bares, restaurantes e lanchonetes só podem funcionar por delivery em horário específico determinado por cada município.

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