Cidade terá 500 câmeras dedo-duro até 2012

Novos equipamentos vão fazer leitura de placas por meio de reconhecimento óptico

Luísa Alcalde e Fabiano Nunes, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2011 | 00h00

A capital terá até o fim do próximo ano 500 câmeras de alta resolução para monitorar veículos. O equipamento faz a leitura das placas e cruza as informações com um banco de dados. O objetivo é identificar carros roubados e com documentos irregulares. Veículos de outros Estados também serão fiscalizados pelas câmeras, que ainda flagram infrações de trânsito.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) já conta atualmente com 193 radares com Sistema de Leitura Automática de Placas (LAP), o chamado "dedo-duro". Eles fazem flagrantes semelhantes aos das câmeras.

Os novos equipamentos terão tecnologia OCR (Optical Character Recognition - Reconhecimento Óptico de Caracteres) e serão distribuídos em três grandes áreas: centro histórico, centro expandido e Marginais do Pinheiros e do Tietê. As câmeras serão instaladas em locais com altos índices de criminalidade, além de entradas e saídas da cidade, às margens das rodovias. "Essa ferramenta vai permitir controle instantâneo da frota, inibir crimes, melhorar o ar emitido pelos automóveis, além de tirar de circulação carros devedores e ajudar a desafogar o trânsito", diz o secretário municipal de Segurança Urbana, Edsom Ortega.

A ideia é que as imagens sejam compartilhadas por órgãos municipais, estaduais e federais, como Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), polícias, Detran e Guarda Civil Metropolitana. "Não é um sistema só da Prefeitura. Há um comitê gestor, que é uma espécie de condomínio de usuários. Todos vão poder usar, mediante senhas especiais e protocolos de interesses.

Dois grupos de trabalho (inteligência e tecnologia) ligados ao Gabinete de Segurança da Prefeitura trabalham há meses no projeto. O edital da licitação não está pronto, mas deve ser concluído até o próximo semestre. "Quando os estudos técnicos estiverem concluídos, ele será submetido a audiências públicas para ser debatido pela população."

A Prefeitura ainda não sabe quanto o serviço custará. Os custos de captação das imagens dos veículos serão cobertos por Prefeitura, Estado e União. As câmeras serão fornecidas pela empresa vencedora da licitação.

Central. O sistema unificado possibilitará que, se um carro irregular for identificado, um alerta seja emitido aos órgãos responsáveis, acionando-os rapidamente. A central também estará interligada ao Sistema de Controle de Fronteiras, chamado de Alerta Brasil, da Polícia Federal.

 

 

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