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Cidade mais engajada

Especialistas apostam que a participação popular será cada vez mais moldadora da cidade que teremos daqui a dez anos

O Estado de S. Paulo

24 de janeiro de 2014 | 23h50

"A ficha está caindo. Acredito que as mudanças vão acontecer de maneira cada vez mais rápida", diz o empresário Oded Grajew, coordenador geral da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis. Especialistas apostam que a participação popular será cada vez mais moldadora da cidade que teremos daqui a dez anos. "Os sonhos das pessoas estão mais conectados. Isso faz com que interesses comuns resultem em ações concretas", analisa o ativista cultural José Luiz Goldfarb, curador do Prêmio Jabuti. As ações concretas podem ser desde a criação de uma horta comunitária no bairro até a exigência de participação em tomadas de decisões políticas.

"Viveremos uma melhoria da qualidade do espaço público, porque as pessoas estão exigindo mais parques, mais ciclovias, mais praças", acredita o arquiteto Lourenço Gimenes. "Isso é reflexo de um amadurecimento das pessoas como cidadãs. Elas passam a se perceber melhor como instrumentos da ordenação urbana."

Mas, para o arquiteto Lucio Gomes Machado, a organização política da cidade também tem de se adaptar para uma gestão mais descentralizada e participativa. "O orçamento é gerido por uma Câmara Municipal na qual as pessoas não se sentem representadas. É preciso ter distritos com prefeitos e câmaras eleitas", diz. "Hoje, há responsabilidades tipicamente locais - como se coletar lixo de um trecho de rua e coisas assim - que, por causa da organização atual do município, são transferidas para um âmbito de 11 milhões de pessoas."

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