Cidade Jardim vai instalar detector de metais e fazer triagem de veículos

Medidas foram adotadas após dois assaltos em menos de um mês e, segundo associação de shoppings, são inéditas no Brasil

Damaris Giuliana, Marcelo Godoy e Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2010 | 00h00

Após sofrer dois assaltos em menos de um mês, o Shopping Cidade Jardim, na zona sul de São Paulo, anunciou ontem novas medidas de segurança. Entre elas, abordagem e triagem de veículos "para entrada e circulação no complexo" e instalação de detectores de metal "em alguns acessos". É a primeira vez que um shopping brasileiro adota medidas desse tipo.

O Cidade Jardim não forneceu detalhes a respeito da forma de abordagem ou de quais pessoas terão de passar pela detecção de metais. Por meio de sua Assessoria de Imprensa, informou que a abordagem será realizada "de modo geral, sem discriminar público", sejam clientes, funcionários ou fornecedores.

O Estado apurou ontem que o plano de segurança prevê detectores de metais do tipo raquete. Eles seriam usados apenas na entrada da porta 8, na lateral do shopping, das 6 horas às 10 horas. É por essa porta que passarão a entrar funcionários, fornecedores e clientes da academia de ginástica do shopping.

Além disso, a porta 7, usada pelos ladrões que roubaram a relojoaria Corsage, única representante da Rolex na América Latina, ficará definitivamente fechada. Localizada ao lado da porta principal, é por meio dela que atualmente funcionários entram no shopping antes do horário de funcionamento.

No caso dos carros, apenas funcionários e fornecedores não ficariam mais na região das docas do shopping. As revistas e restrições à circulação de carros não atingiriam, portanto, os clientes depois da abertura do shopping, das 10 às 23 horas. A ideia seria aumentar a segurança sem transformar o shopping em um bunker.

Anteontem, porém, o Estado verificou que seguranças já abordavam carros na entrada do estacionamento, principalmente veículos grandes e com insulfilm.

A assessoria do shopping confirmou a prática, mas afirmou não haver prazo para a instalação dos detectores de metais.

Inédita e radical. Para o presidente da Associação Brasileira de Shoppings, Luiz Fernando Veiga, abordar veículos na entrada do shopping e submeter clientes, fornecedores ou funcionários à detecção de metal é uma medida "radical" do estabelecimento. "Não precisa chegar a esse ponto. O ideal é aumentar o número de câmeras e de seguranças dentro do shopping e garantir que sejam bem treinados", disse Veiga. Segundo ele, a medida é inédita no País. "Ao menos entre nossos 224 associados." /

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