Cidade Jardim é assaltado pela 2ª vez em 22 dias e associação pede PM na porta

Alvo desta vez foram os relógios Rolex da Corsage; ladrões usaram fuzil AR-15 e funcionária como escudo em ação que durou 5 minutos

Marcelo Godoy e Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2010 | 00h00

Pela segunda vez em um mês, uma loja do Shopping Cidade Jardim foi alvo de uma quadrilha armada com pistolas e pelo menos um fuzil AR-15. A vítima desta vez foi a Corsage, única distribuidora exclusiva da Rolex na América Latina - no dia 16, o alvo dos bandidos foi a joalheria Tiffany & Co. Por causa disso, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) vai pedir que carros da polícia fiquem na entrada do centro de compras.

A ação de ontem teve tiro, reféns e uma fuga pela Marginal do Pinheiros. Tudo começou às 12h40, quando o bando chegou em dois Citröen C4. Alguns ladrões vestiam terno e gravata e carregavam bolsas. A maioria usava óculos escuros. Entraram como clientes e pegaram o elevador do subsolo até o térreo.

Ali, por engano, dominaram um funcionário da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e um segurança e entraram na loja da Montblanc. "Deixaram uma sacola com munições de pistola na loja", afirmou o delegado José Antônio Nascimento, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). Saíram da Montblanc e quatro deles entraram na loja da Rolex - os demais ficaram dando cobertura aos comparsas nos corredores e ao lado dos carros.

Os bandidos apanharam os relógios de oito mostruários - o mais barato está avaliado em R$ 12 mil e o mais caro, em R$ 120 mil. O bando ficou cinco minutos na loja. Colocou tudo em sacolas e, na hora da fuga, usou uma funcionária da Rolex como escudo. Ela foi obrigada a ir até a saída de emergência, que fica a 5 metros da loja assaltada.

Os ladrões então desceram as escadas e entraram nos C4, que já os esperavam. Quando viram a aproximação de um segurança, um dos bandidos disparou. A bala acertou o carro blindado de um cliente do shopping. Os ladrões entraram nos carros e fugiram. A placa de um dos C4 foi anotada por uma testemunha, mas a polícia descobriu que se tratava de um dublê. Até ontem, a loja não havia divulgado o valor e quantidade dos relógios roubados. A PM e a Secretaria da Segurança Pública só vão se manifestar sobre o pedido da Alshop após ele ser feito oficialmente.

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