Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

'Cidade deve ser mais solidária em resolver problemas de habitação', diz d. Odilo

Missa foi celebrada em memória de Ricardo Pinheiro, que morreu no desabamento de prédio no centro de São Paulo. Arcebispo também rezou pelos desaparecidos e sobreviventes

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

07 Maio 2018 | 20h10

SÃO PAULO - O arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer pediu em missa nesta segunda-feira, 7, na igreja Santa Ifigênia, no Centro de São Paulo, que a cidade seja mais "solidária" para a resolução dos problemas de moradia. A missa foi uma celebração de 7º dia de morte de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, que morreu no desabamento do prédio Wilton Paes de Almeida. 

+ Bombeiros confirmam buscas pelo sexto desaparecido de prédio que desabou

+ Solidariedade faz parte da rotina de praça dos desabrigados

No início da missa, ao dizer que rezava para as vítimas, desaparecidos e sobreviventes, o bispo também pediu orações para a cidade. "Incluir  (nas nossas preces) toda a nossa cidade que é tão grande, tão rica e também tão pobre. Que ela possa ser mais solidária na resolução dos problemas de habitação digna", disse. 

Ele pediu para que as autoridades e toda a comunidade nao esqueçam esse "momento trágico" e para que a questão do direito a uma moradia digna não volte a ser uma preocupação em segundo plano. "É muito chocante que em uma cidade onde vemos tantas possibilidades para a solução de outros problemas, não se consiga resolver o sofrimento de tantas pessoas", disse durante o sermão. 

Ele pediu para que as alternativas para o problema de moradia sejam estendidas também aos que vivem em outras ocupações, em abrigos e nas ruas. "São as periferias no coração de São Paulo. Não é uma periferia geográfica, mas de pessoas que não têm seus direitos humanos reconhecidos e respeitados".

Para o cardeal, uma solução para essa situação importa a todos e deveria ser a prioridade. "Antes de tudo, a cidade é feita para as pessoas. Antes de ser feita para os edifícios, para o mundo econômico e financeiro, ela é das pessoas que nela habitam. São Paulo precisa encarar essa situação que aumenta a cada dia", disse.

Os moradores do prédio, que acampam no Largo do Paiçandu, não acompanharam a celebração. A missa foi acompanhada por fieis e voluntários que estão ajudando as famílias. Ao final da celebração, o cardeal também disse que se solidariza com a comunidade luterana, que teve a igreja destruída com o desabamento. "Nos colocamos à disposição para qualquer ajuda que acharem necessária, inclusive, de celebrarem em alguma de nossas paróquias se quiserem".

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.