Cidade de São Paulo se prepara para o Dia Mundial Sem Carro

Programação inclui café da manhã coletivo e exibição de filmes

José Gabriel Navarro, estadão.com.br

20 de setembro de 2011 | 17h47

SÃO PAULO - Pelo 6º ano consecutivo, São Paulo participará do Dia Mundial Sem Carro, comemorado na próxima quinta-feira, 22. Mas a cidade está cada vez mais só nessa iniciativa. Apenas outros sete municípios brasileiros integram a lista oficial de cidades participantes da edição de 2011. Ano passado, o País apresentava 30 municípios na listagem.

A redução na quantidade de cidades adeptas da data, criada em 2002 para repensar o uso de carros e motocicletas em grandes cidades, é global. Em vez dos 2.221 municípios participantes contados em 2010, em 2011 o número é cerca de 9% menor: 2.017.

Ainda assim, estão planejadas uma série de atividades gratuitas em São Paulo para a data. Logo de manhã, entre as 7h30 e as 10h, a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) promove um café da manhã coletivo na Praça do Ciclista (no encontro da Avenida Paulista com a Rua da Consolação) para quem passar de bicicleta pelo local.

No Campo do Astro (Rua Manuel Bordalo Pinheiro, 30, Parque Santo Antônio), às 19h, haverá exibição do filme "O Caminho das Nuvens" (2003), de Vicente Amorim, seguida de debate.

Na sexta-feira e no sábado, como parte da ideia de usar esta semana para repensar a mobilidade no ambiente urbano, o Museu da Imagem e do Som (MIS) exibirá diversos curta-metragens relacionados ao tema, como "Entre Rios", de Caio Silva Ferraz, que relaciona a história de São Paulo às vias fluviais da cidade. Para o domingo, está marcada uma feira de troca de bicicletas no Espaço Urucum (Rua Cardeal Arcoverde, 1.598, Vila Madalena).

Trânsito normal. Apesar da programação, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não prevê alteração no fluxo de automóveis ao longo desta quinta-feira. Em 22 de setembro do ano passado, o trânsito da cidade não havia apresentado nenhuma mudança com relação ao observado nos demais dias úteis.

Para ajudar quem quiser deixar o carro ou moto em casa, a SPTrans promete aumentar a quantidade de ônibus nos horários de pico.

Bicicleta. Outra opção, a bicicleta, é evitada por causa dos acidentes - ciclistas representam 3,6% do total de mortos no trânsito paulistano - e das ladeiras da cidade. Estas últimas, porém, não são desculpa para se recusar a andar de bike. São Fracisco, nos EUA, por exemplo, é conhecida pela grande quantidade de colinas - muitas delas integram circuitos turísticos da cidade. Ainda assim, lá existem aproximadamente 415 km de ciclovias e, segundo dados de 2010 da Agência Municipal de Transportes (MTA, na sigla em inglês), o número de ciclistas aumentou 58% desde 2006. Diariamente, 128 mil viagens de bicicleta são feitas na cidade, correspondentes a 6% do total de deslocamentos dos são franciscanos, de acordo com a MTA. São Paulo, atualmente, tem 45 km de ciclovias, segundo a CET.

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