Ciclovias segregadas são a melhor opção para São Paulo?

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, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2010 | 00h00

Sim Da mesma forma que existe calçada para pedestres, a ciclovia teria de existir por toda a cidade. Só assim a maioria das pessoas teria coragem de usar a bicicleta como meio de transporte. As pessoas querem segurança, já que não têm o devido respeito.

O certo seria responsabilidade nas ruas, mas o que vemos é o oposto - o desrespeito está cada vez maior. A vida das pessoas, o planejamento urbano, as verbas, o tempo, tudo gira em torno dos automóveis. A reação padrão aos congestionamentos tem sido construir e alargar mais vias.

Tudo que estimula o uso da bicicleta é válido, mesmo uma ciclofaixa feita de forma errônea no lado esquerdo ou uma ciclovia no fedor do Rio Pinheiros.

É PRESIDENTE DO CLUBE DE CICLISTAS SAMPA BIKERS

Não É impossível cobrir os 17 mil km de vias de São Paulo com ciclovias, custosas e demoradas. As ciclovias nasceram na Alemanha e ganharam força durante o Nazismo, com o objetivo de tirar as bicicletas das vias, pois "atrapalhavam" os carros.

Uma ciclovia mal construída pode até trazer problemas. Geralmente, elas são estreitas e com dificuldade de acesso.

Paris tem um sistema de 300 km e praticamente zero de ciclovias. Optaram pelas ciclofaixas, compartilhadas com ônibus. Em algumas vias locais, onde a rua é sentido único aos carros, é bidirecional ao ciclista. O dia que implantarem ciclofaixas e oficializarem as rotas ciclísticas em São Paulo, cairá de vez esse mito que só ciclovia salva. Ele já caiu, ao menos para os 300 mil ciclistas que desistiram de esperar e deslocam-se diariamente pela cidade.

É DIRETOR DO INSTITUTO CICLOBR

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