Ciclovia de 11 km ligará Ceagesp ao Ibirapuera

Obra de R$ 48 mi vai começar em 30 dias e terminar em 2015; via era prevista desde 1995 como compensação à ampliação da Av. Faria Lima

Diego Zanchetta e Rafael Italiani, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2014 | 02h02

A Prefeitura de São Paulo concluiu a licitação de R$ 48 milhões para a construção de uma ciclovia de 11,5 km entre o Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital, e a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), zona oeste. As obras serão executadas pela Jofege Pavimentação e Construção e começam em 30 dias. A conclusão está prevista para outubro de 2015.

Prevista na licença ambiental concedida em 1995 à Prefeitura pelo governo estadual como uma das condições para a ampliação da Avenida Faria Lima, a ciclofaixa sai do papel com quase duas décadas de atraso. Em 2012 apenas dois quilômetros foram entregues do projeto, entre a Avenida Rebouças e a Rua dos Pinheiros.

"Antes tarde do que nunca. Agora estamos tentando uma conexão (na ciclofaixa) que possa ligá-la também ao Parque do Povo", afirmou o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Ricardo Teixeira.

O primeiro trecho sai da Ceagesp, na altura do Parque Villa-Lobos, e vai até o Largo da Batata. A segunda etapa vai do Largo da Batata até o Parque do Ibirapuera, passando pelas Avenidas Pedroso de Moraes, Faria Lima e Hélio Pellegrino. As três vias vão ter os canteiros reduzidos para as obrass.

O prefeito Fernando Haddad (PT) já havia dito em janeiro que pretende executar em sua gestão o projeto completo da ciclovia, que prevê a ligação da Ceagesp ao Shopping Morumbi, totalizando 37 km. A extensão da faixa ainda terá duas ramificações, uma ligando a Praça Pan-americana ao câmpus da USP, e outra entre a região da Avenida Juscelino Kubitschek e a do Parque Ibirapuera.

Ao longo dos 11,5 km serão construídas ramificações para as estações da CPTM. A ciclovia vai interligar os centros comerciais das Avenidas Faria Lima, Luís Carlos Berrini, Chucri Zaidan e Água Espraiada.

Os recursos vão vir do potencial construtivo pago por empreiteiras que construíram prédios na região da Faria Lima nos últimos 20 anos.

Apoio. O cicloativista Willian Cruz, do site Vá de Bike, vê com "bons olhos" a nova ciclovia mesmo que 19 anos atrasada. "Com as ciclofaixas de lazer, muita gente passou a experimentar a bicicleta e a ver que é possível vencer longas distâncias pedalando", disse Cruz. Hoje São Paulo tem 120,8 km de ciclofaixas de lazer.

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