Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Ciclovia da Rua da Consolação será à direita das duas pistas

Nova sinalização deve começar a ser instalada nos próximos dias, segundo secretário Jilmar Tatto; Paulista passará por avaliação

Bruno Ribeiro e Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2015 | 11h51

SÃO PAULO - A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) optou por pintar uma faixa unidirecional de ciclovia em cada um dos sentidos da Rua da Consolação, no centro, entre a Avenida Paulista e a Praça Roosevelt. A faixa para bicicletas ficará à direita dos carros, entre o fluxo de automóveis e a calçada. Na pista dos Jardins, a pista para bicicletas terá os dois sentidos no mesmo lado. A pintura das faixas deve começar nos próximos dias.

"Cada lado vai ser sua faixa, ao lado da calçada. No sentido centro, a ciclovia vai estar descendo, no sentido bairro, vai estar subindo. Ela vai ser monodirecional", disse o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto.

O secretário falou ainda sobre outras obras para bicicletas já em execução. "No Minhocão, até a Praça Marechal Deodoro, já está praticamente pronta. Estão sendo mexidas algumas coisas nos pontos de ônibus. Lá, vai precisar recapear para o carro, porque está bastante ruim o pavimento, mas a programação da ciclovia é que ela seja inaugurada agora em julho. O trecho inteiro, da Rua Auro (Soares) de Moura Andrade, passando pela São João, ligando até a Duque de Caxias e a Amaral Gurgel", disse o secretário.

Paulista. O segundo trecho da ciclovia da Avenida Paulista, na Rua Bernardino de Campos, também deverá ficar pronto até o fim do mês que vem, de acordo com a promessa da Prefeitura. Na manhã desta segunda-feira, 29, o prefeito Fernando Haddad (PT) fez uma avaliação da abertura da ciclovia na Paulista, ocorrida no domingo, 28.

"As primeiras impressões são boas. A gente vai chegando e evoluindo. O primeiro relatório vai ser entregue nos próximos dias", disse Haddad, já pensando no fechamento da Paulista para carros, com abertura para pedestres, todos os domingos. "Temos uma discussão com a cidade que precisa ser feita. Agora, a receptividade foi muito boa pelos frequentadores", afirmou o prefeito. 

"O que entendo é que São Paulo, ontem, foi notícia no mundo inteiro pelo simbolismo do projeto que fez. Seu principal cartão postal agora contempla uma perspectiva de futuro mais amigável em relação à cidade. O caso de ontem foi exemplar de uma comunidade que luta há dez anos pelos seus direitos", concluiu Haddad.

A Prefeitura, entretanto, afirmou que pretende submeter a proposta de fechar a Paulista todos os domingos ao Ministério Público Estadual (MPE). Prefeitura e MPE têm um acordo que prevê a realização de apenas três eventos por ano na avenida. No entendimento da gestão Haddad, o fechamento não se enquadraria em um "evento", uma vez que não há montagem de palcos nem outras estruturas. 


Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.