Luiz Pinheiro/ Prefeitura de Peruíbe
Luiz Pinheiro/ Prefeitura de Peruíbe

Ciclone bomba derruba árvores e provoca desmoronamento em São Paulo

Na Capital, foram registrados 52 chamados do Corpo de Bombeiros; lanchas e embarcações foram destruídas no litoral paulista

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2020 | 22h41

Após atingir a região Sul do País e provocar ao menos dez mortes, os ventos do "ciclone bomba” se deslocaram para o Estado de São Paulo nesta quarta-feira. Na Capital, foram registrados, de acordo com o Corpo de Bombeiros, pelo menos 52 chamados para quedas de árvores e um para desmoronamento até o início da noite.

O "ciclone bomba” destruiu lanchas e embarcações no litoral paulista. Cerca de 20 embarcações afundaram ou foram danificadas após serem atingidas por ondas gigantes em Peruíbe, litoral sul de São Paulo. Barcos de pesca e lanchas que estavam amarradas a um píer de atracação foram arrancados pelo vendaval.

O pescador Nelson de Lara viu seu barco desaparecer em meio à tempestade. Segundo ele, as ondas chegaram a 4 metros de altura e a água invadiu a região do Mercado de Peixe. Ele contou que os próprios pescadores, com apoio da Guarda Civil Municipal, conseguiram resgatar barcos à deriva ainda durante a noite.

Nesta quinta-feira, os principais reflexos serão percebidos por uma ressaca na costa, entre Florianópolis e Arraial do Cabo (RJ), conforme aponta o meteorologista João Basso, da Climatempo. No Espírito Santo, também é esperada a formação de ondas de até 4 metros em alto- mar.

Chamado de “bomba” pela forte ventania que provoca, o ciclone avança na direção do Oceano Atlântico. Basso explica que ciclones costumam ocorrer nesta época do ano, com uma média de 13 apenas no mês de julho. O registrado nesta semana se destacou e passou a ser chamado de “bomba” pelos fortes ventos, que ganharam potência com a chegada de uma frente fria.

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