Ciclofaixas e ciclovias ajudam a diminuir mortes de ciclistas

Para especialista, outra explicação é que os motoristas de SP estão se acostumando às bicicletas no trânsito

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2011 | 00h00

A melhor notícia do Relatório de Acidentes de Trânsito foi a grande queda na quantidade de ciclistas mortos na cidade de São Paulo. Apesar do crescimento no número de pessoas que utilizam a bicicleta em seu cotidiano, as mortes desse público caíram de 61 para 49 no ano passado, uma redução de 19,7% - a maior entre todos os personagens do trânsito da capital paulista.

Embora não haja um censo oficial, estima-se que 370 mil pessoas usem bicicleta diariamente na capital. Esse crescimento contrasta com a queda nos mortos nos últimos seis anos. Em 2005, por exemplo, houve 93 ciclistas mortos. Ou seja, essas fatalidades foram reduzidas praticamente pela metade desde então.

Os bons resultados aparecem em um momento em que não houve grandes investimentos em ciclovias. A CPTM criou uma ciclovia ao lado do Rio Pinheiros e a Prefeitura, uma ciclofaixa de lazer que funciona aos domingos. O restante das ciclovias previstas ainda está no papel.

"Houve um grande aumento no número de bicicletas nas ruas nos últimos anos e isso está fazendo com que os motoristas se acostumem com os ciclistas", diz o diretor-geral do Instituto CicloBR, André Pasqualini. Ele acrescenta que os ciclistas estão também mais preparados para enfrentar o trânsito.

A educação no trânsito é apontada como uma das causas na queda do número de mortos. Incluiu, por exemplo, cursos ministrados para motoristas de ônibus. A ciclofaixa de lazer também é enaltecida, até mais que a ciclovia da Marginal do Pinheiros. "Usam a ciclofaixa pessoas que durante a semana são motoristas. Então elas entendem melhor o comportamento dos ciclistas e usam isso quando dirigem", diz Pasqualini.

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