Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE

Ciclofaixa de Moema tem só 17% do trajeto original

Projeto desenvolvido para o bairro ainda previa uso amplo da faixa nos cruzamentos. Há lojistas contrários à medida

Adriana Ferraz e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2011 | 03h02

Com 3,3 quilômetros, a primeira ciclofaixa permanente da capital foi inaugurada no fim de semana em Moema, na zona sul, com apenas 17,3% da extensão projetada originalmente. Com a redução, o corredor exclusivo para bicicletas só cruza uma grande via da região: a Avenida Ibirapuera.

"As propostas que foram entregues à CET são diferentes do que foi implantado. Nosso projeto previa cerca de 19 km de ciclofaixas", diz Ricardo Corrêa, urbanista da TC Urbes, responsável por planejar o sistema.

No trajeto idealizado pela empresa, uma das pontas da ciclofaixa chegaria até a Avenida República do Líbano, corredor que leva às proximidades da Estação São Judas, da Linha 1-Azul do Metrô. Lá, seria possível fazer a integração dos dois modais.

Corrêa também cita diferenças nas intervenções realizadas no tráfego. Pelo projeto original, o corredor exclusivo, que utiliza só uma faixa do tráfego, seria ampliado para todas nos cruzamentos com semáforos para dar maior segurança ao ciclista.

Na prática, a inauguração do corredor - entre as vias Iraí, Aratãs, Rouxinol e Pavão e as alamedas Nhambiquaras e Anapurus - foi marcada por confusão. Ciclistas reclamaram de buracos, motoristas estacionaram carros na ciclofaixa e comerciantes protestaram contra a medida, que vai ficar em teste por 15 dias.

Uma parcela de lojistas e moradores iniciou um abaixo-assinado contra a ciclofaixa. Eles reclamam que não foram consultados e dizem que a via pode atrapalhar o comércio. Mas, segundo a CET, ela poderá ser ampliada. A companhia não deixou claro se a extensão alcançará os 19 km, mas afirmou que está na lista de melhorias.

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