Ciclofaixa de Moema tem mais carros que ciclistas

No terceiro dia de funcionamento, a ciclofaixa permanente de 3,3 km criada em Moema, na zona sul de São Paulo, ainda em fase de testes, enfrenta problemas. Ontem, a reportagem circulou por três horas pelo percurso, entre 11h20 e 14h20, e contou seis ciclistas utilizando a via em diferentes pontos. O número foi menor que o de carros estacionados sobre ela: nove no mesmo período de tempo.

FELIPE TAU, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2011 | 03h03

Com poucos carros parados na Zona Azul, os motoristas disseram estar com medo de estacionar no local demarcado, temendo uma colisão de carros que vinham atrás. Sem saber da nova posição das vagas, também foi comum ver motoristas ficarem parados atrás de carros estacionados.

Com a ciclofaixa, as vagas de Zona Azul foram deslocadas para a direita, para perto da pista central. "Deveriam pintar de outra cor, deixar mais evidente", reclamou Spencer Chingotte, de 67 anos, que acabara de parar sobre a faixa dos ciclistas.

A administradora Renata Casiuch, de 38 anos, parou logo atrás dele, também sobre a ciclofaixa. "Sabia (da faixa exclusiva), mas como ia só pegar uma coisa achei que não teria problema", afirmou.

Resistência. De acordo com a presidente da Associação de Moradores e Amigos de Moema (Amam), Rosângela Lurbe, de 55 anos, há "uma grande possibilidade" de a entidade entrar com uma ação judicial para a retirada da ciclovia. "Queremos que se comece (a discussão) do zero." Questionada, a CET informou que seus técnicos vão fazer estudos sobre o caso, mas destacou que já se reuniu diversas vezes com a Amam e um novo encontro já está marcado para o dia 28.

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