Cicloativista desafia 'cultura do carro'

A lógica que transformou São Paulo em uma metrópole estruturada para os automóveis contribuiu para afastar gerações de paulistanos dos guidões das bicicletas, avalia um dos fundadores dos "bike anjos", o gestor ambiental João Paulo Amaral, de 26 anos. "A cidade não é atrativa para pedalar nas ruas, um costume que ainda existe no interior. Muita gente aqui foi criada dessa maneira, na cultura do carro."

O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2013 | 02h05

Ele diz que as pessoas que buscam aprender a guiar as magrelas depois de crescidas estão realizando um sonho "que não tiveram como concretizar". Amaral cita o exemplo de uma senhora de 82 anos que participou de uma das oficinas dos "bike anjos" no fim de 2012. "Ela aprendeu a andar de bicicleta em apenas uma aula. Nos últimos meses, também tivemos uma interessada de 78 anos."

Mas não são só os mais velhos que tomam as "lições" dos anjos. A universitária Kelly Ayumi Miyashiro, de 18 anos, superou um trauma de infância e aprendeu a montar uma bike há algumas semanas. "Quando era pequena, levei um tombo ao tentar pedalar em um sítio no interior. Depois disso, por falta de incentivo e vontade não aprendi a pedalar."

Em uma oficina dos "bike anjos", ela superou o medo e começou a andar de bicicleta. "Não lembrava da sensação, mas não foi difícil." Pretende agora comprar uma magrela e ir pedalando para o trabalho e a faculdade.

As oficinas do "bike anjo" são gratuitas. A próxima ocorre no domingo que vem. Elas começaram em dezembro de 2010 e seu conceito já se espalhou por 200 cidades do País, segundo Amaral. O site do grupo traz mais informações: www.bikeanjo.com.br. / C.V.

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