Helvio Romero/AE
Helvio Romero/AE

Ciclistas fazem comboio para ter segurança

Bike Bus é aberto para quem quiser participar

Camila Brunelli, O Estado de S.Paulo

31 Julho 2012 | 03h08

Para pedalar com um pouco mais de segurança, dois engenheiros civis que trabalham na mesma empresa na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo, decidiram organizar o Bike Bus paulistano, um comboio de bicicletas. Já realizado em cidades como Sydney, na Austrália, Toulouse, na França, e Londres, o conceito é juntar ciclistas em um bloco coeso, para que fiquem mais seguros no trânsito pesado.

Nessa segunda-feira, 30, foi a viagem inaugural do percurso de cerca de 5 quilômetros entre a Avenida Henrique Schaumann, em Pinheiros, na zona oeste, e a Vila Olímpia. A garoa fina que caía quase estragou o evento, que só teve cinco integrantes. Uma das participantes foi a médica Luana Guedes, de 36 anos, que está de férias, mas aproveitou o embalo para "passear com segurança". O comboio saiu às 8h10 e chegou às 8h45. Durante o trajeto, alguns ciclistas solitários ensaiaram aproximações ou até seguiram com o grupo.

Para divulgar a iniciativa, os engenheiros Rafael Stucchi, de 27 anos, e Tom Buser, de 29, mandaram convites a todos os seus amigos nas redes sociais - ciclistas ou não. "Tem gente que quer andar de bicicleta, mas tem medo", disse Stucchi.

O farmacêutico industrial Daniel Carvalho, de 34 anos, resolveu testar a iniciativa. "Vim conhecer e ver se dá para pedalar mesmo", disse. "Quando você pedala sozinho, o motorista fica querendo te empurrar para a calçada, porque ele quer passar. Em dois ou mais, nós conseguimos o volume de um carro e dá para ocupar uma faixa. É bem mais tranquilo."

Segundos os idealizadores do projeto, a ideia é que o Bike Bus receba cada vez mais "passageiros" e percorre outros caminhos. Por enquanto, Stucchi, que mora na Avenida Henrique Schaumann, continua esperando o amigo Buser vir do Sumaré para seguir para o trabalho. E quem quiser pode aparecer com a magrela. "Acho que as pessoas vão sabendo aos poucos. Alguns também vão fazer só parte do trajeto: é como um ônibus, não precisa entrar no ponto inicial e descer no final", disse Stucchi.

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