Ciclistas de SP ganham serviço de mapa online

Com colaboração de usuários, site dá melhores alternativas de caminho para bicicletas; outros mapas mostram melhores rotas para pedestres

Caio do Valle, O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2013 | 02h05

Atualizada às 8h29

SÃO PAULO - Não são só os motoristas: pedestres e ciclistas usam mapas online para traçar caminhos e se locomover pela cidade. Pensando neles, alguns dos principais serviços de mobilidade virtual têm lançado mecanismos voltados a quem não está motorizado. Um dos sites indica, por exemplo, os trajetos oferecidos dentro de parques como o Ibirapuera, Outro mostra traçados de ciclofaixa em São Paulo, como o da Avenida Paulista.

A grande novidade está prevista para ter início em março. É quando a MapLink (maplink.com.br) pretende pôr no ar um serviço que traça a rota mais segura para ciclistas circularem nas vias paulistanas. Feito com base na declaração de pessoas que costumam se deslocar de bike pela cidade, o dispositivo mostrará o melhor percurso entre dois pontos. "Também indicaremos a possibilidade de usar as bicicletas compartilhadas, que começam a se espalhar pela cidade", diz Frederico Hohagen, diretor comercial da empresa.

Hoje já dá para ver no mapa as ciclofaixas que funcionam aos domingos e feriados nacionais na capital, além das ciclovias permanentes, como as da Marginal do Pinheiros, na zona oeste, e da Radial Leste.

A cicloativista Renata Falzoni aplaude a iniciativa. "É um tremendo de um avanço, porque faz muita diferença pedalar em uma via agradável em vez de ter que obrigatoriamente seguir o melhor caminho para os carros." Para ela, o cálculo de rotas para ciclistas com base em depoimentos de quem pedala democratiza a informação, geralmente restrita aos chamados "bike anjos", pessoas que ajudam outras a começar a andar de bicicleta pela metrópole. "E, também, se fizerem um bom trabalho, vão entregar um excelente instrumento de turismo para São Paulo."

O mapa da Nokia (m.maps.nokia.com) se destaca por indicar rotas agradáveis para quem está a pé. Afinal, se você estiver caminhando na Paulista e quiser chegar à Alameda Casa Branca, por que não cortar caminho por dentro do Parque Trianon? "Não são apenas rotas, mas também pontos que possam interessar os pedestres", afirma Helder Azevedo, diretor-geral da Nokia Location & Commerce.

Ao todo, a empresa informa já ter mapeado 1,5 mil quilômetro de caminhos para quem prefere ir andando na capital. Entre as áreas verdes mapeadas estão os Parques do Ibirapuera, Villa-Lobos, Luz, Carmo, Trianon e Água Branca. Além disso, a Cidade Universitária, no Butantã, na zona oeste, também conta com esse recurso.

Rotas inexistentes. Há uma semana, o Estado mostrou que alguns mapas online estão desatualizados. Obras viárias que alteram determinadas rotas ainda não são indicadas nesses endereços. Caso das obras no Largo da Batata, na zona oeste, que já fizeram com que o trecho final da Rua Cardeal Arcoverde não chegue mais à Avenida Brigadeiro Faria Lima. No mapa do Google, porém, esse trecho ainda é indicado. A empresa não deu prazo para fazer os ajustes.

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