Ciclista belga morre atropelado durante treino de triatlo no Rio

Hadrien Thys, de 18 anos, fazia intercâmbio em Campos havia 8 meses; ele se preparava para competição na capital

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

17 Março 2012 | 03h03

O belga Hadrien Thys, de 18 anos, morreu atropelado na noite de quarta-feira, quando passeava de bicicleta por Campos, no norte do Estado do Rio. Anteontem à noite, ciclistas protestaram no local do acidente.

Thys foi atropelado enquanto treinava para uma prova de triatlo que será amanhã, na capital fluminense. Segundo testemunhas, ele não usava a ciclovia.

O rapaz estava no cruzamento das Avenidas Arthur Bernardes e José Alves de Azevedo quando foi atingido por um Chevrolet Classic. A motorista, uma mulher de 50 anos, disse à Polícia Civil que dirigia a 50 km/h quando o belga atravessou a pista de repente. Ela alegou que não teve tempo de frear e atingiu Thys, que foi arremessado a 15 metros.

O belga foi levado por bombeiros para o Hospital Ferreira Machado, mas morreu às 21h20, vítima de traumatismo craniano.

Thys era intercambista e cursava o 3.º ano do Ensino Médio. Ele morava na cidade desde julho de 2011 e ficaria no País por mais seis meses. A família do rapaz deve chegar hoje à cidade. Ele vai ser levado para a Bélgica, onde será sepultado.

Manifestações. Um novo protesto de ciclistas está programado para segunda-feira. Anteontem, os manifestantes colocaram uma "ghost bike" - bicicleta branca - no local em que Thys morreu.

As "ghost bikes" estão cada vez mais comuns, especialmente em São Paulo. Só a Avenida Paulista tem duas: uma para lembrar a morte, em 2009, da massagista Márcia Prado, de 40 anos, e outra para a bióloga Juliana Dias, de 33, morta no último dia 2.

Em junho de 2011, o executivo Antonio Bertolucci, de 68 anos, foi atropelado na Avenida Paulo VI, na zona oeste. Uma ghost bike também foi instalada no local.

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