Cianeto matou vítimas da Kiss, diz novo laudo

A queima da espuma usada no isolamento acústico que revestia o teto da boate Kiss liberou monóxido de carbono, dióxido de carbono e gás cianídrico (cianeto) que mataram a maioria das pessoas na casa noturna Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 27 de janeiro. A conclusão é do Instituto-Geral de Perícias, que enviou ontem o laudo aos delegados responsáveis pela investigação do incêndio. Na noite da tragédia morreram 234 pessoas. Sete feridos morreram posteriormente.

ELDER OGLIARI / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

20 Março 2013 | 02h05

O resultado do Instituto-Geral de Perícias coincide com análises técnicas anteriores, feitas no corpo das vítimas, que mostraram a inalação de cianeto como principal causa dos óbitos.

A tragédia ocorreu durante um show musical e pirotécnico da banda Gurizada Fandangueira, que animava a festa estudantil na boate. A fagulha de um artefato atingiu a espuma e o fogo espalhou-se rapidamente, gerando a fumaça escura que sufocou as pessoas.

O extintor de incêndio não funcionou e a casa não tinha rota alternativa de saída. Cerca de mil pessoas estavam na casa noturna e tentaram escapar pela única porta que levava à entrada. Muitos morreram na entrada dos banheiros, que acreditavam ser uma saída de emergência.

Dois integrantes da banda e dois sócios da Kiss estão presos preventivamente. A Polícia Civil espera encerrar o inquérito até sexta-feira.

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