Chuvas devem voltar ao Sudeste após 15 de outubro, diz instituto

Chuvas devem voltar ao Sudeste após 15 de outubro, diz instituto

Inpe afirma que não há elemento que impeça início da estação chuvosa na região onde ficam rios e represas do Cantareira

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2014 | 03h00

Após nove meses consecutivos com as vazões afluentes mais baixas da história, o Sistema Cantareira deve receber um alívio no mês que vem. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) afirma que não há nenhum elemento que impeça o início da estação chuvosa no Sudeste, onde ficam os rios e represas que formam o maior manancial paulista, e prevê a volta das chuvas com mais frequência na região a partir da segunda quinzena de outubro.

“Nós estamos com todos os indícios de que o padrão da estação seca deve quebrar-se nas próximas semanas. Então, possivelmente as chuvas devem começar a ocorrer com mais frequência a partir da segunda quinzena de outubro. Agora, se vai chover mais ou se vai chover menos (do que a média) é outra questão, difícil de dizer, porque a previsibilidade de três meses para a Região Sudeste é muito baixa”, explicou Gilvan Sampaio, pesquisador do Inpe, durante a reunião climática do instituto feita no dia 26.

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) espera o retorno das chuvas para não ser obrigado a decretar racionamento oficial de água na Grande São Paulo, onde cerca de 6,5 milhões de pessoas ainda são abastecidas pelo Cantareira. Ontem, o sistema estava com apenas 7% da capacidade, operando exclusivamente com água do volume morto, a reserva profunda dos reservatórios.

Segundo Sampaio, a formação de nuvens na Região Norte e os ventos que têm soprado em direção ao Sul nos últimos dez dias indicam um comportamento padrão do transporte de umidade da Amazônia que provoca chuva no Centro-Sul na primavera. “Não dá para dizer a partir de quando. Pode ser no dia 15 como pode ser no último dia de outubro”, explica o pesquisador. No Sudeste, o período chuvoso vai de outubro a março.

Previsão. Entre amanhã e o dia 10, contudo, não há previsão de chuva no Cantareira, segundo o CPTEC. O retorno das precipitações a partir da segunda quinzena também não garante que o nível das represas voltará a subir, por causa do “efeito esponja” provocado pelo solo erodido nas áreas secas das represas. Outro dado negativo para quem busca economia de água no manancial é que as temperaturas até dezembro devem ficar acima da média no Sudeste. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a falta de chuva e o calor intenso foram responsáveis pela crise no Cantareira.

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