Chuvas deixam uma pessoa morta e causam transtornos em SP

Chuvas deixam uma pessoa morta e causam transtornos em SP

Árvore caiu sobre um táxi na região da Consolação e passageiro morreu no local; motorista sofreu apenas ferimentos leves

Felipe Resk e José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

23 Dezembro 2014 | 08h43

Atualizado às 11h20

SÃO PAULO - A chuva forte que atinge a capital paulista desde o final da tarde desta segunda-feira, 22, provocou diversos transtornos na cidade. Ao menos uma pessoa morreu, parte do muro do Cemitério da Consolação caiu e dois rios e três córregos também transbordaram. Na manhã desta terça-feira, 23, a cidade ainda enfrenta pontos de alagamentos, problemas com semáforos e interdições por queda de árvores.

Por volta das 21h50, uma árvore caiu em cima de um táxi na esquina entre as Ruas Itacolomi e Alagoas, na região da Consolação, no centro da cidade. O passageiro, administrador de empresas Ricardo Galvão Mendes, de 33 anos, morreu no local. O motorista sofreu apenas ferimentos leves, segundo informa a Polícia Militar.

Pouco antes, por volta das 21h35, parte do muro do Cemitério da Consolação desabou. Um carro, estacionado na Rua Mato Grosso, acabou soterrado pelos escombros, mas, de acordo com o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido.

Transbordamentos. Na noite da segunda, houve ainda o transbordamento de dois rios: o Tamanduateí, na esquina entre a Avenida do Estado e a Rua Mercúrio, no centro, e o Aricanduva, na altura da Rua Manilha, na zona leste. Três córregos também transbordaram. O primeiro foi o Ipiranga, na zona sul. Depois, o Ribeirão Vermelho, na zona norte, e o Ribeirão dos Meninos, na zona sul.

O primeiro córrego a transbordar foi o Ipiranga, às 20h25, na zona sul de São Paulo, o que fez o CGE colocar a Subprefeitura do Ipiranga em estado de alerta. O córrego voltou ao seu estado normal às 20h50, mas voltou a extravasar às 21h17. Em ambas as vezes, o transbordamento aconteceu na altura do cruzamento entre as Ruas Professor Abraão de Morais e General Chaga Santos.

Por causa dos alagamentos, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) colocou em estado de alerta as Subprefeituras da Sé, Ipiranga, Jaraguá/Pirituba e Aricanduva/Vila Formosa. Todas as demais ficaram em estado de atenção. Nesta manhã, a cidade inteira está apenas em observação.

Às 8h30, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registra três pontos de alagamentos nas vias monitoradas: na Avenida das Nações Unidas, próximo à Rua Flórida; na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, na altura do número 1.500, e na Avenida Educador Paulo Freire, nas imediações do número 3.036.

Trânsito. Ainda segundo a CET, a cidade registrava 11 quedas de árvore, 74 semáforos apagados e 36 em amarelo intermitente. São Paulo tinha 32 quilômetros de lentidão.

Interior. Chuvas com rajadas de vento derrubaram árvores, inundaram casas e deixaram um rastro de estragos em pelo menos quatro cidades do interior de São Paulo, entre a noite desta segunda-feira e a madrugada desta terça-feira.

Em Apiaí, na região de Sorocaba, uma encosta deslizou no bairro Santa Bárbara, derrubou um muro e atingiu três casas. A Defesa Civil interditou os imóveis e 12 pessoas foram removidas para casas de parentes. Outras moradias estão ameaçadas. Engenheiros da prefeitura fazem uma avaliação dos riscos nesta terça-feira.

Já em Santa Bárbara d'Oeste, na região de Campinas, o temporal causou enchentes nos Córregos Icaraí, Baixada São Fernando, Ribeirão dos Toledos e Vista Alegre. O centro da cidade e 13 bairros, além do distrito industrial, ficaram debaixo d'água. Pelo menos 100 casas foram alagadas, mas os moradores não chegaram a ser transferidos. Houve queda de árvores e muros, mas sem vítimas.

Por sua vez, na cidade de Santa Branca, no Vale do Paraíba, o vento forte derrubou uma árvore frondosa sobre o prédio da Santa Casa "São Joaquim", destruindo instalações do hospital. No centro, a queda de árvores sobre a fiação elétrica deixou parte da cidade sem energia.

E, em Tupã, no oeste paulista, dezenas de casas foram alagadas nas vilas Marajoara e Indústria. Uma residência caiu e outras duas foram interditadas por apresentarem riscos. 

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